Sociedade

CRISE PARA QUEM?

Temer: milhões para seu sorvete belga, para os trabalhadores ajustes

Foi noticiado no jornal O Globo e no DCM que o Palácio do Planalto abriu uma licitação para realizar compras de comida para abastecer o avião presidencial, que serve Michel Temer e seus convidados durante um ano. O valor previsto para ser gasto, no total, é de R$ 1,75 milhão.

terça-feira 27 de dezembro de 2016| Edição do dia

A lista de compras à qual essa bagatela será destinada consiste, basicamente, em uma série não muito vasta, mas requentada e luxuosa de comidas e doces. Nas redes sociais, ficou destacada compra de 500 potes de sorvete belga, o Häagen-Dazs, que totalizará o valor de R$ 7.500.

Mas a aberração que é essa licitação em um cenário de cortes profundos nos gastos públicos, na previdência e nos direitos trabalhistas não se limita ao sorvetinho de Temer. O café da manhã de Temer no avião será incrementado. Com o nome “Breakfast PR”, foram encomendados 200 cafés da manhã prontos, ao custo de R$ 96 cada, com presunto de parma e queijos brie, provolone e muçarela de búfala.

A lista revela o gosto do presidente pelos laticínios, em especial os sorvetes, quando se trata de esbanjar seus privilégios. Também pediu 50 Cornetos, 50 picolés Tablitos, 50 Chicabons, 50 Eskibons e 50 Frutillys. Foram pedidos ainda 300 picolés sem lactose.

O maior gasto, no entanto, será em tortas de chocolate. Foi pedida uma tonelada e meia de torta, ao custo total de R$ 96 mil. O Planalto encomendou 120 potes de Nutella, a R$ 34 cada um. Entre os produtos especificados, estão ainda quatro tipos de açúcar, seis tipos de iogurte e seis tipos de geleia. Só de geleia, serão gastos R$ 27.500. Com sal do Himalaia, aquele rosa, serão gastos R$ 1.600.

Mas cara mesmo está a cotação do sanduíche de mortadela. Cada unidade pedida pelo Planalto custa R$ 16,45.

Ganha contornos de piada uma notícia dessas, pois expressa de maneira gritante como o modo de vida dos políticos está em contradição com a vida de um trabalhador comum ao ponto de, em um momento de crise onde se justificam todo tipo de ataque aos trabalhadores, Temer acha justo que se gaste R$ 1,75 milhão de dinheiro público para compra de inúmeras comidas caras e doces ostentosos.




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