Política

DINHEIRO PÚBLICO

Temer gasta R$3,1 bi para comprar deputados, e ainda fala que o problema é a previdência

O cinismo de Temer dos parlamentares é escandaloso e provocativo com todos aqueles que hoje sofrem com trabalhos precários e o desemprego. Os economistas do governo e das empresas, junto a mídia falam todos os dias sobre “responsabilidade fiscal”, que sem a reforma da previdência o país entraria em uma crise mais severa. Aparentemente para eles os R$3,1 de dinheiro público gasto para comprar deputados não é o problema, mas sim a aposentadoria, o auxilio doença e outras garantias mínimas que querem arrancar da população

quarta-feira 2 de agosto| Edição do dia

Por trás de todo jogo político do congresso “rola” muito dinheiro e acordos, Temer garante sua base em base a “presentinhos milionários” usando dinheiro público que deveria estar indo para saúde, educação e para a previdência. A matemática não deixa mentir, foram destinados R$3,1 bilhões de reais para 467 deputados nesses últimos 7 meses, ou seja enquanto cerca de 400 pessoas recebem bilhões para não trabalhar e usar da sua influencia política contra os interesses populares, milhões de pessoas passam horas na fila dos hospitais, as Universidades Federais estão para ser fechadas pela suposta falta de verbas.

Sem contar a reforma da previdência e trabalhista, que obriga que as pessoas se submetam a serviços precários, percam a vida trabalhando e quando precisam do serviço público como, hospitais, escolas, creches, só encontram filas, precariedade, falta de funcionários justamente porque toda a riqueza que é produzida vai ou para os lucros empresariais ou para os cofres públicos, onde é usado para benefícios pessoais dos políticos e juízes.

Só na virada do mês de Junho a Julho foi usado R$ 2,34 bilhões, justamente após a acusação de corrupção passiva a Michel Temer, que usou desse dinheiro para garantir votos contrario a sua denuncia. Assim que Temer mantém sua base, e procura rapidamente passar a denuncia para poder se comprometer com a aprovação da reforma da previdência, tão almejada pelos empresários. Nesse novo processo para ganhar na votação da reforma, também devemos esperar mais e mais dinheiro publico indo para compra de votos e favores.

A contradição aberrante que é gastar milhões para comprar votos, para supostamente resolver o problema econômico no Brasil, falando que na realidade a crise é culpa da previdência e de leis trabalhistas “atrasadas”. Quando na verdade o verdadeiro peso aos cofres públicos são justamente essa casta de juízes, políticos e empresários privilegiados, que não trabalham nem criam nenhuma riqueza para o país e só vivem como “sangue suga” dos trabalhadores, e dos impostos pagos todos os anos.

O partido mais beneficiado com as emendas é obviamente o próprio PMDB, seus deputados receberam R$ 294,4 milhões (12,5% do total). O PT fica sem segundo lutar, como R$ 266,4 milhões em junho e julho, depois o PP com R$ 237,5 milhões e o PSDB com 208 milhões. Juntos esses partidos, que tem as maiores bancadas “abocanharam’ 43% do total empenhado pelo governo.

O fato em si já é escandaloso, contudo é importante vermos como o PT também faz parte desses métodos do regime, assimilando toda a corrupção e uso do dinheiro público para privilégios próprios. Esse é o duplo jogo desse partido, que enquanto fala contra Temer nas ruas, esta totalmente integrado ao regime. O PT não esta interessado em fazer uma oposição real ao governo, fazem uma oposição parlamentar preparando as eleições em 2018, por esse motivo as centrais sindicais CUT e CTB frearam a luta contra as reformas, para impedir que os trabalhadores tomassem as rédeas da luta e ultrapassem não só suas direções, mas também fizessem Temer cair pelas próprias mãos.

Para acabar com esse desperdício de dinheiro público que rouba o que deveria ser da população e dos trabalhadores por direito, é necessário retomar o caminho da greve geral. Com os trabalhadores se organizando para fazer Temer cair com as próprias mãos anulando as reformas que já passaram e impondo uma assembléia constituinte onde possa pensar medidas para por fim as privilégios, estatizar as empresas corruptas, aumentar o financiamento na educação, saúde a partir do fim do pagamento da divida pública e da anulação da PEC 55.




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