Economia

REFIS

Temer flexibiliza perdão de dívidas bilionárias dos patrões como moeda de troca na Câmara

Em busca de votos pela rejeição da nova denúncia apresentada contra Temer, foi votada nesta quarta (27) nova proposta para MP 783, que regula o Refis.

quarta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Em votação realizada nesta quarta, (27), foi aprovado na Câmara dos deputados o texto base da Medida Provisória que regula o Refis, programa de refinanciamento de dívidas tributárias de pessoas físicas e jurídicas que possuem dívida ativa com a união. Em geral uma forma de perdão de dívidas bilionárias que o empresariado gerou com os cofres públicos. O texto seguirá para o Senado após análise dos destaques que podem modificar a proposta e precisa ser aprovado até o dia 11 de outubro pelas duas casas ou perderá a validade.

O texto anterior estava sendo negociado há meses pela equipe econômica do governo com os deputados e até então não havia consenso, pois, o texto original enviado à Câmara havia sido modificado diminuindo a arrecadação do governo. Mas desta vez a MP foi aprovada após uma votação simbólica já que o próprio governo acertou uma proposta mais generosa que a original como forma de conseguir votos pela rejeição da nova denúncia apresentada contra o presidente Temer.

Esta MP vem sendo tratada como uma clara troca de favores entre governo e câmara dos deputados para evitar uma nova instabilidade no mandato do golpista Temer e claro beneficiar grandes empresários devedores da união que contarão com descontos sobre juros que vão variar de 50% a 90%, além de descontos sobre multas que variam de 25% a 70% dependendo da modalidade de pagamento da dívida.

Fica claro mais uma vez que o governo Temer com sua imensa impopularidade busca de todas as formas se manter no planalto para continuar atacando os trabalhadores com suas reformas para beneficiar empresários e banqueiros, para isso se valendo das negociatas e acordos que seguem fazendo parte da vida política desta casta de políticos corruptos e cheios de privilégios, servis aos parasitas empresariais.




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