Política

PRIVATIZAÇÃO

Temer e a ’Black Friday’ das estatais

Temer anuncia: "Privatizar tudo que for possível", essa é a palavra de ordem que inicia um governo golpista que está colocando à venda as principais empresas estatais do Brasil.

Rodrigo Leon

@RodHeel

terça-feira 17 de maio de 2016| Edição do dia

Desde o golpe institucional, Temer vem demonstrando em sua agenda econômica uma série de privatizações que vai realizar nos setores de transporte, infraestrutura, setor elétrico. Ou seja, setores da economia que antes estavam sendo privatizados pelo governo do PT ao longo da gestão de Dilma, agora são ampliados e levados ao extremo com o governo golpista do Temer.

Com os ajustes do PT, empresas estatais como a Petrobras, Infraero já estavam avançando no processo de privatização, Temer ao longo de uma semana já anunciou que Correios, Companhia Docas, Casa da Moeda, Caixa Seguros e IRB Brasil serão privatizadas (se não totalmente, parcialmente, como o caso dos Correios).

O que significa essas empresas serem privatizadas?

De empresas privadas, como a MABE, a primeira onda de baixos lucros já aponta diretamente para demissões de trabalhadores, redução de salário. Estatais privatizadas significam o lucro em detrimento da segurança (já ameaçada mesmo quando estatal, mas agravada).

Temer toma o papel de vender cada traço do que o Brasil tem como conquistas dos trabalhadores e também de seus direitos historicamente, para que o capital estrangeiro tome pra si o rumo econômico e político do país contando com parcerias locais mais benéficas ao imperialismo do que já eram as praticadas sob Lula e Dilma.

A luta contra as privatizações, a precarização, deve partir da mobilização dos trabalhadores e da juventude contra esse governo que surge mediante um golpe institucional para derrota-lo, e pela força deste movimento impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que coloque em primeiro plano a classe trabalhadora na linha de frente das decisões políticas e econômicas do pais.




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