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RIO GRANDE DO SUL

Temer e Sartori mentem para colocar o Rio Grande do Sul a venda

O mal chamado plano de recuperação fiscal, que o governo estadual enviou nessa terça-feira ao Ministério da Fazenda, é mais uma mentira de Sartori. Não é um plano para recuperar as finanças, é um plano de ataque aos servidores e aos serviços públicos e de entrega do patrimônio estatal.

Thiago Rodrigues

São Paulo

terça-feira 3 de outubro| Edição do dia

A tática do governo Sartori e do governo federal para fazer o povo gaúcho aceitar medidas tão brutais é a da chantagem e da mentira. Ameaçam com o caos caso esse plano não seja aprovado, com o aumento dos atrasos de pagamento e repasses em todos os setores.

Para evitar o caos devemos aceitar a privatização de seis estatais. A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás, necessitam passar por plebiscito ou que seja aprovada uma emenda a constituição estadual para serem vendidas. Já a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Badesul e a parte do Estado no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), podem ser rifados através de lei simples.

Também teremos que aceitar, em nome de salvar as finanças do estado, o fim das contratações no serviço público, a não ser para repôr aposentadorias em setores estratégicos. Os servidores, à exceção da Brigada, terão que amargar o arrocho salarial do qual já são vitimas faz três anos, até 2020.

E com tudo isso, o problema fiscal não vai ser resolvido. Apenas joga para frente agravando o problema. Ao fim do período de suspensão do pagamento da dívida, mais dez bilhões terão se acumulado, além do novo empréstimo previsto de mais três bilhões de reais. O dinheiro arrecadado com a venda das empresas estatais vai virar fumaça, como garantia para o novo empréstimo e para cobrir o déficit de 2017.

Os únicos a lucrar com essas medias serão os bancos privados, que já se beneficiam com os parcelamentos de salário e que vão se beneficiar ainda mais ao conceder os novos empréstimos tendo como garantia as empresas publicas. Aliás, vão ganhar duas vezes. Vão comprar empresas rentáveis por um baixo preço e vão receber esse dinheiro de volta nos juros das parcelas do empréstimo.

A greve dos professores, que pode se unificar com a greve dos municipários de Porto Alegre que começara nessa quinta-feira, são uma ameaça para a aprovação deste plano que coloca o Rio Grande do Sul em leilão. Segundo matéria do Zero Hora, “emperradas até meados de setembro, as negociações só deslancharam nas últimas duas semanas, após reunião da cúpula do Piratini com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em Brasília.” Ou seja, sentiram o golpe da greve e resolveram acelerar todos os planos.

É possível impedir essa votação, com grande atos unificados e preparando um grande dia de greve geral no estado e impor um plano alternativo, para que os ricos paguem pela crise. O Cpers e o Simpa deveriam encabeçar um chamado a uma reunião urgente de todas as centrais sindicais, movimentos sociais e populares, ativistas, parlamentares e organizações de esquerda para organizar um plano de lutas efetivo para derrotar Temer e Sartori.




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