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RIO DE JANEIRO

Temer e Pezão militarizam o Rio com 9 mil soldados do exército

O governo golpista de Temer autorizou ontem, dia 13/02, o envio das Forças Armadas ao Rio de Janeiro, que devem permanecer pelo menos até o dia 22/02, mas não está descartada a possibilidade de que fiquem até a semana de 5 de março. Coincidentemente o dia 22/02 é a data indicada para o fim da votação do pacote de ataques na Alerj, que se reiniciaria hoje e foi adiada. Com esse pacote Temer e Pezão querem impor a privatização da CEDAE e aumento do desconto previdenciário de todos os servidores, além de limitar os gastos com Saúde e Educação, dentre outras medidas que descarregam a crise nas costas dos trabalhadores.

terça-feira 14 de fevereiro de 2017| Edição do dia

O Decreto de Garantia de Lei e Ordem (GLO) apresentado por Pezão e firmado por Temer já autorizou um efetivo de 9 mil soldados do Exército, para patrulhar a cidade. Está claro que o envio desse imenso aparato repressivo visa garantir a votação do pacote de ataques, a repressão dos setores que seguem mobilizados contra isso, como os trabalhadores da CEDAE, mesmo em um cenário de motins dos policiais. O receio disso levou o governo do estado do Rio de Janeiro a pagar o salário de todos os policiais e demais setores da Segurança Pública hoje, enquanto segue atrasado de uma série de servidores. Os militares devem realizar o patrulhamento nas ruas, e os policiais devem seguir desferindo à repressão às manifestações na Alerj junto à Força de Segurança Nacional, constituindo uma verdadeira militarização do Rio de Janeiro.

Os aspectos políticos envolvidos na votação do pacote também estão por trás da militarização do Rio de Janeiro com o GLO. Picciani, presidente da Alerj e do PMDB no Rio, e Pezão, governador estão absolutamente unificados no objetivo de privatizar a CEDAE e fazer os servidores pagarem a conta da crise do estado. Mas o clima político está tenso com a fragilidade do governo do estado. Há ameaças de cassação pesando sobre Pezão, que passa por um grande questionamento. Dessa maneira se demonstra uma vez mais que como o governo não consegue convencer a população e os trabalhadores de que o ataque seria bom, está disposto a enfiá-los goela abaixo na base da bala e das bombas. Como veio fazendo até o momento.

Trata-se, portanto, de uma medida reacionária, que não visa garantir a segurança da população, mas de um ataque contra essa. A militarização do Rio de Janeiro, bem como a repressão aos trabalhadores e jovens que se mobilizam contra o pacote de Pezão e Temer, devem ser denunciadas e repudiadas. Fora as tropas do Rio, não à militarização da cidade.




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