Temer e Bolsonaro “amigos” para atacar os trabalhadores

Michel Temer (MDB) convidou Bolsonaro no Palácio do Planalto na tarde de ontem para viajar com ele para o G20, reunião das 20 maiores economias do mundo que ocorre dia 30 de novembro em Buenos Aires. Mais amigos do que nunca, Temer e Bolsonaro estão mais próximos no governo de transição para atacar os trabalhadores.

quinta-feira 8 de novembro| Edição do dia

Segundo o pronunciamento de Temer “Convidei o presidente Bolsonaro, se ele puder, para fazer viagens comigo para o exterior. Mencionei até a hipótese do G20, que será agora no fim do mês. Não sei se o presidente poderá, mas disse a ele que, quando ele queira, nós poderemos ir juntos para o exterior.”

A reunião do G20 inclui as maiores potência imperialistas do mundo e será marcada pela disputa da tensão comercial dos EUA com a China. Temer quer adiantar o encontro de Trump com seu vassalo no país, Bolsonaro, para juntos acertarem como entregar o país ao imperialismo.

Bolsonaro declarou que voltará mais vezes para visitar Temer para “juntos fazer uma transição - projetos do interesse do nosso Brasil”. O clima cortês de troca de elogios só serviu para escancaras que Bolsonaro é a continuidade dos ataques de Temer com base na repressão e na violência. Inclusive o próprio Bolsonaro declarou que vai “muita coisa” do governo Temer.

Juntos já costuram uma reforma da previdência ainda mais profunda que a proposta por Temer para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores. Bolsonaro ontem divulgou que irá extinguir o Ministério do Trabalho, um profundo ataque que é parte do seu plano de governo e vem uma semana após declarar a extinção do Ministério dos Direitos Humanos.

As sinalizações desse “governo de transição”, que traz junto Moro no Ministério da Justiça, tem que servir para que as centrais sindicais que dirigem os principais sindicatos do país rompam sua paralisia e organize os trabalhadores para enfrentar os ataques de Bolsonaro e Temer.




Tópicos relacionados

Ministério do Trabalho   /    Bolsonaro   /    Michel Temer

Comentários

Comentar