Educação

EDUCAÇÃO

Temer corta as bolsas CNPq da UFRJ depois de gastar 3 bi na compra de votos de deputados

quinta-feira 3 de agosto| Edição do dia

(Foto: Vale)

A UFRJ uma das maiores financiadoras de pesquisa brasileira, ontem (2) sofreu um dos maiores cortes referente às bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A entidade por meio de comunicado informou os docentes de que seus alunos de iniciação científica possuidores de bolsa deixarão de receber o benefício a partir de setembro.

Esse corte absurdo é reflexo do plano de contingência do atual governo, que está cortando verbas em diversas áreas, principalmente na educação, em que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações sofreu um restrição de 40% no seu valor inicial.

O ministro Gilberto Kassab (PSD-SP), o presidente do CNPq e o engenheiro Mário Neto Borges, se reuniram ontem buscando mostrar à mídia que estão tentando "resolver o problema", quando na verdade a maior preocupação é acerca do teto nos gastos públicos para seguir mantendo os lucros dos grandes tubarões da educação. Cerca de 90 mil bolsistas e 20 mil pesquisadores poderão ser prejudicados pela interrupção dos pagamentos.

VEJA TAMBÉM: Teto nos gastos pode levar a suspensão do pagamento de bolsas na CNPq

Segundo a assessoria de Kassab, ele já estaria trabalhando junto ao ministério do planejamento e da fazenda para recuperar parte do orçamento reduzido.
Leia abaixo a íntegra da UFRJ:

"O Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reunido em sessão de 2 de agosto de 2017, vem a público expressar indignação com as notícias veiculadas em relação aos cortes no orçamento do CNPq e à suspensão do pagamento de bolsas de estudo.
O programa de bolsas de iniciação científica e tecnológica é uma iniciativa única no mundo na formação de alunos de graduação, preparando gerações de pesquisadores e contribuindo para a soberania nacional. Os estudantes beneficiários têm a oportunidade de obter treinamento avançado em laboratórios de pesquisa, preparo para carreiras inovadoras, e inserção na Pós-Graduação.

Existente desde a fundação do CNPq, em 1951, o Programa de Iniciação Científica é um patrimônio da comunidade científica e de toda sociedade brasileira. Este Programa nunca sofreu descontinuidade mesmo em momentos mais graves de crise econômica e durante governos de diferentes matizes ideológicas.

Em um momento em que nos deparamos com cortes já concretizados na Capes, Faperj e outros órgãos de fomento, estas notícias causam enorme preocupação em relação à continuidade do PIBIC, uma vez que o CNPq é responsável pela concessão de 50% das bolsas de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica (IT) na UFRJ.

Avaliamos que há um projeto político em curso, que se concretiza em um ataque e desmonte da Ciência e da universidade pública no Brasil, que acarretará prejuízos inestimáveis para toda a sociedade.

Repudiamos os cortes anunciados no orçamento do CNPq, compreendendo que estes inviabilizam a existência da própria agência e o futuro do país." Leila Rodrigues da Silva Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa - UFRJ

Veja abaixo a denúncia de Carolina Cacau, estudante da UERJ e professora da rede estadual do RJ e Simone Ishibashi, doutorando em Economia Política Internacional na UFRJ:




Tópicos relacionados

Ciência e Tecnologia   /    Educação   /    Política

Comentários

Comentar