Política

GOVERNO TEMER

Temer atacou os trabalhadores e garantiu isenções recordes aos patrões

O governo Temer, responsável pela aplicação de ataques históricos contra a classe trabalhadora, também foi o governo que garantiu valores recordes de isenções aos capitalistas. Entre 2016 e 2018 foram R$ 840 bilhões.

quinta-feira 19 de julho| Edição do dia

O governo do golpista Michel Temer é o que mais gastou com privilégios e isenções fiscais para empresários em comparação com as arrecadações de impostos do país. Em meio à crise econômica, e ao constante discurso de "crise orçamentária" no Brasil, justificando cortes e reformas em todo o país, o valor gasto em isenções tributárias para grupos e empresas é maior que os governos de FHC e de Lula. Segundo dados da Receita Federal para o Orçamento Federal, o gasto com reduções tributárias chega a R$840 bilhões entre 2016 a 2018.

São cerca de 21% da arrecadação da Receita Federal destinados para a chamada "bolsa-empresário", para garantia dos interesses das empresas. Em contrapartida, enquanto empresários recebem isenções e desonerações bilionárias, os governos aplicam ajustes e ataques aos trabalhadores, e quem segue sofrendo com a alta dos impostos é a classe trabalhadora, com medidas como os subsídios de Temer às transportadoras, que vão sair diretamente do ICMS. Mas ao mesmo tempo não são de hoje essas políticas de privilégios aos empresários com desonerações fiscais. Se no primeiro governo Lula, o valor já chegava a 15%, os governos Dilma tiveram uma média de 20% do valor arrecadado pela Receita Federal para isenções fiscais, mostrando que os governos do PT também pagaram uma larga "bolsa-empresário", junto com o pagamento de mais de 8 trilhões para a dívida pública nos dois governos entre 2002 e 2016.

Essas mesmas isenções aos empresários e empresas são as que tem grande influencia nas crises orçamentárias tanto a nível Federal quanto a nível estadual, em estados como o Rio Grande do Sul, por exemplo. Enquanto precarizam cada vez mais a vida dos trabalhadores, os governos garantem o bem estar dos interesses dos capitalistas, deixando de arrecadar valores bilionários com impostos das empresas, que poderiam ser usados nas mesas áreas que se corta para garantir o pagamento religioso da dívida pública para os imperialistas, como na saúde e na educação.

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