Política

MANOBRA GOLPISTA

Temer ataca o PIS em troca das mudanças na reforma da previdência

sexta-feira 7 de abril de 2017| Edição do dia

Michel Temer faz concessões em 5 pontos da Reforma da Previdência que não altera a coluna vertebral do ataque, como afirma o próprio secretário de Previdência Marcelo Caetano, e em troca ainda vai retirar o Abono Salarial pago anualmente ao trabalhador.

As mudanças autorizadas por Temer, segundo o governo, reduzirão em 17% a economia prevista com a proposta inicial, de R$678 bilhões em 10 anos para R$563 bilhões. Uma das formas de compensar esse gasto, dentre outras ainda não anunciadas pelo governo, será a extinção do Abono Salarial pago aos trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos, R$ 1874,00, que estima-se atingir 22 milhões de pessoas.

Tais mudanças ainda estão em debate mas abordam as regras de transição, a aposentadoria rural, o benefício de prestação continuada pago aos idosos e deficientes de baixa renda, a possibilidade de acúmulo de pensões eo governo reconsidera ter regras especiais para aposentadoria de professores estaduais e municipais e para atividades de risco.

A mídia e o próprio governam noticiam esse recuo como uma‘negociação democrática’ entre os partidos corruptos do Congresso para definir como serão as medidas tomadas para salvar a economia. Na verdade, não passam de alterações que não mudam o conteúdo do ataque aos trabalhadores, em particular às mulheres que trabalham mais com a dupla jornada. Sobretudo não dizem que foi a demonstração de força da classe trabalhadora no dia 15 de março, superando a paralisia das direções sindicais tradicionais, que obrigaram Temer dar alguma resposta concedendo pequenas mudanças, mas principalmente dividindo os trabalhadores para aprovar a Reforma da Previdência.

Este ataque aos direitos dos trabalhadores, assim como a aprovação da terceirização na atividade fim, a reforma política etc. fazem parte da agenda do golpista Temer para resolver a crise econômica em benefício dos empresários nacionais e estrangeiros e mantendo a corrupção e privilégios dos políticos. Mas esta não é a única possibilidade de superação da crise, é possível que os trabalhadores junto à população, em assembleias por local de trabalho, de estudo e por bairros, discutam quais medidas deveriam ser tomadas. Por exemplo, por que não questionar os altos salários e a aposentadoria precoce dos políticos, ou o pagamento da dívida pública ao invés de reformar a previdência?

É importante dizer o peso que tiveram a insatisfação popular e a paralisação do 15M para evidenciar que se os trabalhadores estão unidos podem inverter a relação de forças, por isso é importante não cair nessa manobra feita pelo governo pra dividir e construir uma forte paralisação no dia 28 de abril a partir de assembleias de base para movimentar toda a força dos trabalhadores rumo à greve geral.




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