Política

GOVERNO GOLPISTA

Temer anuncia ataque a direitos trabalhistas em reunião ministerial

Temer anuncia prioridade em atacar os direitos trabalhistas e também eleva o tom contra o PT.

Fernanda Peluci

São Paulo

quarta-feira 31 de agosto| Edição do dia

O recém empossado presidente golpista Michel Temer fez breve pronunciamento em reunião ministerial no final desta tarde. Com pressa para embarcar para a China para participar da reunião do G20, o presidente tratou de temas como reformas, intenções do novo governo e pediu que seus ministros não aceitem e rebatam a ideia de que o país tenha passado por um "golpe".

"Vamos contestar o termo de golpista. Golpistas são eles, que propõem a ruptura constitucional. Não vamos levar ofensa para casa". Desta forma o presidente golpista esconde que ofensa é o que fizeram eles contra a população, que foi às urnas e tiveram o sufrágio universal negado pela direita, pelo Judiciáio, pela mídia. 61 golpistas contra 51.501.118 votos dos brasileiros nas urnas.

Temer buscou legitimar que "não foi golpe" colocando que havia sido o Judiciário (golpista também) que estava presidindo o julgamento do impeachment, como se pudessem estes ladrões do púlpito do senado, membros mais elitistas da elite política nacional, secundados por senhores da toga do “partido judiciário”, eleitos por ninguém e com privilégios sem fim, ser "heróis" e "neutros" neste julgamento.

O presidente golpista declarou que a interinidade na presidência lhe causava "certa preocupação", mas disse que a "confraternização cívica" (os golpistas todos juntos confraternizando) que viu hoje com sua posse em Brasília lhe dá força para seguir em frente (com os ataques contra a classe trabalhadora).

Temer afirmou que a geração de empregos será o "primeiro tema a ser levado em consideração" pelo governo, mas ao mesmo tempo pediu para "não vamos mais falar em reforma trabalhista, vamos falar em readequação entre empregado e empregador", querendo esconder o desmonte que fará no país com sua reforma para avançar na desestatização das empresas públicas, aumentando a privatização e avançando sobre os direitos trabalhistas, como a estabilidade no emprego e garantia de condições dígnas de trabalho a todos.

Para Diana Assunção, colunista do Esquerda Diário e candidata a vereadora do MRT pelo PSOL, "Houve muitas mostras de resistência ao golpe em todos esses meses. Porém o PT atuou sistematicamente para impedir que as lutas avançassem, fazendo dias de mobilização sem reais mobilizações nos locais de trabalho. O golpe proferido hoje contra Dilma tem também como alvo os trabalhadores. Hoje donos do poder escolhem entre eles quem dirige o país. A nós cabe tirar lições para organizar a resistência contra os ataques do governo golpista de Temer, erguer uma voz anticapitalista que não dê trégua à direita raivosa que hoje solta fogos em todo país".




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