Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Temer ameaça e diz que se não aprovar a Previdência agora depois terá uma reforma ’muito mais radical’

Nessa quarta-feira (27) Temer disse que se não for aprovada a reforma da previdência só irá adiar uma mudança “muito mais radical”, com teor de ameaça afirmou que poderá ser necessário no futuro cortes nos vencimentos dos serviços públicos e nas pensões.

quarta-feira 27 de dezembro de 2017| Edição do dia

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (27) que aprovar a reforma da Previdência agora vai adiar uma mudança "muito mais radical" nas regras previdenciárias. Uma clara ameaça a todos que já vem sofrendo com o desemprego e a reforma trabalhista, o presidente deu exemplos dos planos de austeridade europeia onde houveram cortes de pensões e vencimentos de serviços públicos.

O discurso foi em um evento de assinatura da criação da zona de processamento de exportações do porto de Açu, no estado do Rio de Janeiro. Temer usou do momento para defender os ataques do governo, em especial a da Previdência, que classificou de "fundamental".

Temer disse, "Se nós não fizermos agora, não haverá um candidato a governador, não haverá um candidato presidente, não haverá um candidato a deputado federal, a senador que não tenha que tocar no assunto, porque será cobrado a respeito da reforma da Previdência. E, sobre ser cobrado, ainda quando tiver que fazê-la, terá que fazer uma reforma muito mais radical, radical do tipo daquela que ocorreu em estados europeus, e que houve cortes de pensão, de 20, 30%, houve corte de vencimento de servidores públicos", afirmou o presidente.

"Portanto, quando fazemos agora uma transição da Previdência, uma reforma da Previdência, estamos adiando essa, digamos assim, radicalidade com que se há de fazer a reforma da Previdência mais adiante", concluiu Temer.

Com isso também dá um diálogo claro com os parlamentares de que precisam aprovar logo a reforma para que ela não comprometa as eleições. Fator fundamental que fez os parlamentares não quererem votar a reforma agora, uma vez que por ser um ataque muito antipopular pode comprometer o processo eleitoral de vários partidos. Isso somado ao enorme rechaço que existe aos políticos tradicionais.

Toda a tentativa de Temer nesse fim de ano era de votar a reforma na Câmara ainda em dezembro, por considerar o tema de difícil em ano eleitoral. Após semanas de negociação, ao perceber que ainda não tinha votos suficientes, anunciou a votação para fevereiro. No discurso desta quinta, o presidente disse que a reforma será aprovada naquele mês.

Segundo Temer, assim como aconteceu com outras propostas do governo que se tornaram leis, como a reforma trabalhista e o teto dos gastos públicos, a da Previdência está vencendo a resistência inicial. Uma verdadeira provocação quando no mesmo dia divulgam o dado que o desemprego aumentou pós reforma trabalhista, para além das barbaridades que essa reforma permitiram.

Frente a essas afirmações se coloca mais necessário que essas reformas sejam barradas da única maneira possível, que é através de greves, atos e um plano de luta que siga até derrotar Temer. Assim como vimos ocorrer na Argentina na última semana.




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