Política

LAVA JATO NO STF

Temer acha "interessante" indicar nome para substituir Teori Zavascki após posicionamento de Cármen Lúcia

Dada a morte de Teori Zavascki, o golpista Michel Temer deu início à avaliação nesta sexta-feira, 20, de nomes para o cargo que ficou vago para o Supremo Tribunal Federal. Indicação será feita, conforme auxiliares do palácio, após posicionamento de Cármen Lúcia sobre o andamento da Lava Jato.

sábado 21 de janeiro de 2017| Edição do dia

Durante a manhã, o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) e a ministra Gracie Mendonça (AGU) foram recebidos em audiências diferentes. Eles estão cotados para o cargo que era de Zavascki, herdando, portanto, a relatoria da Lava Jato. Outros nomes considerado são Luiz Antonio Marrey, o do ex-procurador do Ministério Público de São Paulo e Yves Gandra, neoliberal do TSE.

Tendo em vista a importância de substituir a relatoria da Lava Jato abrem-se dois possíveis desfechos regulamentados. O primeiro seria o substituto indicado por Temer assumir tal papel, enquanto o segundo dar-se-ia através de um remanejamento interno articulado por Cármen Lúcia, uma redistribuição através de sorteio. Outro desfecho não convencionas ás regras do próprio STF seria, como apela o editorial do O Globo, haver uma escolha que chamam de técnica, mas não poderia ser mais política, de um sucessor de Teori que mantenha sua linha de investigação na Lava Jato.

A tendência é que Temer indique um nome apenas depois que a redistribuição do processo seja encaminhada por Cármen Lúcia, em busca esperar abaixar a poeira da conspiração que vem gerando desconfiança e evitar possíveis relações indevidas entre o Palácio do Planalto e a Operação Lava Jato.

Também nessa linha, Temer já manifestou o desejo de indicar um nome de perfil "técnico" e "apartidário". Sabe-se, entretanto, que não há imparcialidade no poder. De acordo com o Planalto, a indicação só será feita depois de concluído o tempo de luto de três dias “em respeito à dor da família”, permitindo assim que as negociações sejam feitas ponderando os custos políticos de cada possibilidade.




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