Política

CORRUPÇÃO

Temer: "Lava Jato não preocupa". Frase protocolar ou porque sabe que faltam "convicções" aos procuradores?

terça-feira 17 de janeiro de 2017| Edição do dia

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira, 16, em entrevista à agência de notícias Reuters, que há "chance zero" de que ele seja atingido pelas investigações realizadas pela Operação Lava Jato. "Nós não estamos preocupados", disse Temer. "Não há a menor chance disto."

Não faltam provas que ligam diversos esquemas de corrupção ao presidente golpista. Sua "confiança" seria uma afirmação protocolar ou porque sabe que apesar das provas faltaria "convicção" aos procuradores em atingi-lo enquanto cumprir um papel importante para garantir os ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

O presidente afirmou ainda considerar que os depoimentos de executivos e ex-executivos da Odebrecht - nas quais há a expectativa de que até 200 políticos sejam citados - não ajudam a "estabilidade", mas que não causariam a paralisação da agenda legislativa ou divisões na coalizão governista.

O nome do presidente já foi citado em ao menos dois dos acordos de delação. Segundo o ex-executivo Cláudio Melo Filho, Temer teria pedido "apoio financeiro" para as campanhas do PMDB em 2014 a Marcelo Odebrecht, que teria se comprometido com um pagamento de R$ 10 milhões.

Outro ex-executivo do grupo, Márcio Faria, relatou em sua colaboração uma reunião, em 2010, na qual Temer e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teriam pedido recursos para a campanha eleitoral daquele ano em troca de beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras. O peemedebista nega irregularidades e afirma que todas as doações recebidas foram devidamente registradas.

Nos sete meses de governo, a operação também provocou baixa de ministros de Temer, envolvidos de alguma forma nas investigações, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deixou a pasta do Planejamento, e Henrique Eduardo Alves (PMDB- RN), que pediu demissão do Turismo.

Com informações da Agência Estado




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