Política

EM SÃO PAULO

Temer, Alckmin, Dória e mega empresários se encontram em defesa das reformas

terça-feira 30 de maio| Edição do dia

Na manhã dessa terça-feira (30), ocorreu em São Paulo o Fórum de Investimentos Brasil que reuniu grandes empresários, Temer, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, e inúmeras figuras da alta cúpula do tucanato, como Alckmin, Aloysio Nunes e João Dória. Participaram também ministros do governo, como o Henrique Meirelles. Haviam investidores de 42 países distintos e de 22 setores econômicos.

O Intuito do encontro era convencer o empresariado nacional e estrangeiro de confiar na capacidade do governo em aplicar as reformas anti-populares contra a população, como a da previdência e a trabalhista, bem como todos os outros ajustes necessários para manter e ampliar os lucros dos banqueiros e grandes capitalistas. Esse sinal de confiança ocorre em meio a uma crise política sem precedentes, com uma série de boatos de que o próprio PSDB estaria pulando fora do barco do governo.

As falas das figuras foram nesse sentido. Temer afirmou que “não há Plano B”, em referência a uma eventual eleição indireta, e que vai entregar “a casa em ordem ao fim de 2018”, em referência à Casa Grande a qual representa.

Dória e Alckmin afirmaram o compromisso tucano, ainda que momentâneo, com o governo: “os líderes verdadeiros não recuam” afirmou Dória logo após pedir para os empresários manterem seus investimentos no país. Alckmin disse que “o Brasil quer reformas”. Por outro lado, o PSDB faz política por baixo colocando o nome de Tasso Jereissati para uma eventual eleição indireta e joga com os vai e vens da instabilidade do governo. Esse evento ocorre após Temer ter se reunido com FHC na noite anterior e com líderes tucanos e pemedebistas, entre eles o próprio FHC, durante o fim de semana em encontro “informal”.

Rodrigo Maia afirmou o apoio da presidência da Câmara com Temer: “conte com a câmara e com a minha parceria”, logo após defender a necessidade da reforma trabalhista. Eunício Oliveira, presidente do Senado também defendeu os ataques à população: “vamos aprovar todas as reformas porque temos responsabilidade com o povo. O Parlamento vai seguir em frente apesar de todas as dificuldades do Brasil”.

Temer, PSDB e grandes empresários unidos contra os trabalhadores, a juventude e o conjunto da população brasileira. Esse deveria ser o título do fórum de investimentos que ocorreu em São Paulo. Trata-se de uma articulação para tentar manter uma suposta estabilidade do governo com o objetivo principal de aplicar as reformas o quanto antes, de preferência antes que a radicalização dos trabalhadores e popular se intensifique.

Acontece que não apenas o governo e base aliada estão imersos em escândalos de corrupção, como cada vez mais cresce a vontade de lutar contra a reforma da previdência e trabalhista por parte da classe trabalhadora, juventude e conjunto da população. Já tivemos duas greves gerais este ano e uma marcha à Brasília que levou mais de 100 mil pessoas a se enfrentar contra o governo. Mesmo sob repressão e muita propaganda contrária ao movimento, os trabalhadores possuem força para derrubar Temer e as reformas.

Ontem mesmo as centrais se reuniram novamente para convocar nova greve geral, mas ainda não foi definida uma data certa (apenas de que ocorrerá entre os dias 26 e 30 de Junho). Mas mesmo assim a disposição entre os trabalhadores é de lutar. Como afirmamos em declaração recente, “defendemos a necessidade de exigir, em cada local de trabalho e estudo, assembleias de base e comitês de mobilização amplos, para organizar uma greve geral com piquetes massivos nos serviços estratégicos e nas concentrações industriais mais importantes para superar o que foi o 28A. É preciso preparar uma greve geral política que se mantenha com comitês de autodefesa até que caia Temer ou o governo golpista que o suceder e sejam anuladas definitivamente todas as reformas..




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