Cultura

CULTURA EM TEMPOS DE PANDEMIA

"Temas para Tempos de Guerra", primeiro álbum do sexteto do ABC, Conde Favela, vem à tona

O título ilustra o momento de obscurantismo global, reafirmando em meio ao caos, a beleza e esperança

quarta-feira 20 de maio| Edição do dia

Salve sobreviventes, estamos de volta, e dessa vez trazemos essa entrevista com o sexteto do Abc paulista, Conde favela, formado por:

Alex Dias (baixo acústico)

Diego Estevam (guitarra)

Edson Ikê (trompete)

Harlem Nascimento (sax tenor)

Mabu reis (trombone)

Rafael Cab (bateria)

Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Play!!!

Aqui não é Hollywood: Origem?

Conde Favela: Somos da região do ABC e nossa busca foi sempre fazer e produzir arte, resgatando sentidos de existência, estudando improvisação, jazz, timbres e conexão com nossa ancestralidade, nosso orgulho e potência em música preta contemporânea.

Aqui não é Hollywood: O abc paulista é a região com a maior taxa letalidade pela covid-19 em comparação com a média estadual e nacional, essa semana começamos sabendo que mais uma criança, Joao Pedro, de 14 foi assassinado pela polícia no rio de janeiro e semana que também marca o nascimento de Malcolm X, o que é Temas para Tempos de Guerra em meio a tudo isso que estamos vivendo?

Conde Favela: Lamentamos este momento sinistro e a forma que como está sendo conduzido todo combate a Pandemia pelo governo genocida atual. O aumento de casos em nossa região demonstra a latente luta de classes, onde pobres amontoado são apenas números, corpos moídos e abatidos pela falta de políticas públicas de Saúde, Moradia, Educação etc. Com a arte, no caso a música refletimos a realidade, mas nunca será o necessário para a mudança que só virá das ruas e o engajamento do povo para superação dessa crise. Aqui democracia é uma palavra fictícia e o estado é uma braço para as elites massacrar historicamente o povo preto e pobre, uma poderosa engrenagem que mata o povo preto como baratas!

O título do disco é um aviso e uma constatação que vivemos em estado de permanente de guerra – por sobrevivência, por sonhos, por delírios e utopias que com a arte estaremos com espíritos mais fortes para seguir a guerra contra a neocolonização e o neoliberalismo no Brasil. Que a fúria de Malcolm X nos guie e seja referência para dias melhores.

Ouça a primeira faixa, Zaira 13:

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