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CRISE PARA QUEM?

Telefônica/Vivo cresce lucro em 10% no 1º trimestre baseados superexploração

Ao mesmo tempo em que milhares de brasileiros são explorados com condições de trabalho miseráveis, a Telefônica Brasil (VIVO) registrou um lucro líquido de R$ 1,098 bilhão no primeiro trimestre, 10,2% acima do lucro obtido no mesmo período no ano anterior, segundo o que a empresa afirmou nessa quarta-feira (25).

quarta-feira 25 de abril| Edição do dia

Enquanto a receita operacional líquida avançou em 1,9% em relação ao período no ano anterior, alcançando R$ 10,789 bilhões, os custos operacionais caíram em 1,2%. Segundo David Melcon, chefe do setor financeiro da Telefônica Brasil, pelo nono trimestre consecutivo, houve queda de custos. Para garantir essa queda, no entanto, os trabalhadores tiveram cada vez mais seus trabalhos precarizados, com a empresa se apropriando da reforma trabalhista aprovada pelo governo golpista e avançando nos seus poucos direitos que já existiam.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 8% para R$ 3,794 bilhões. A receita líquida do segmento de telefonia móvel cresceu 4,2% no primeiro trimestre de 2018, atingindo R$ 6,7 bilhões. A receita de TV por assinatura caiu em 1,5% no comparativo anual. Por outro lado, foi registrado um total de 97,8 milhões de linhas de celulares no primeiro trimestre, das quais 75,1 milhões eram móveis. Com isso, a empresa manteve-se na liderança de mercado de telefonia móvel, com 31,8% de participação em fevereiro.

A empresa investiu R$ 1,547 bilhão no trimestre, alta de 16,5% na comparação anual, principalmente na ampliação da rede móvel de quarta geração, com foco na expansão da tecnologia 4,5G, e também na cobertura de fibra ótica. Ao mesmo tempo que ampliam seus investimentos para otimizar ainda mais seu lucro, não oferecem nenhuma melhoria para os trabalhadores que são quem mantém a empresa funcionando e, inclusive, garantem esse lucro obtido. Pelo contrário, a VIVO foi uma das primeiras empresas a se apropriar da reforma trabalhista, que destrói as condições de trabalho oferecidas, e, também, já foi processada por discriminar uma trabalhadora por ser adepta da umbanda, religião de matriz africana. Essa é a verdadeira face por trás dos grandes avanços mostrados. Os trabalhadores não podem continuar sendo explorados, muito menos para garantir que poucos vivam desfrutando privilégios.




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