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UFMG | Técnicos da UFMG deflagram greve sanitária contra a imposição de riscos pela reitoria

Os Técnico-Administrativos em Educação da UFMG aprovaram, em Assembleia Sindical Geral nesta quarta-feira, dia 26, greve sanitária da categoria exigindo condições seguras de trabalho para o retorno às atividades 100% presenciais.

quinta-feira 27 de janeiro | Edição do dia

Foto: Foca Lisboa/UFMG/Divulgação

A reitoria, sem nenhum tipo de consulta à comunidade, deliberou o avanço para a fase 3 do plano de retorno presencial da universidade. Porém, os técnicos denunciam que as condições e segurança no trabalho não são adequadas para o retorno de 100% de ocupação dos espaços físicos da UFMG como ordena a reitoria. Os espaços não foram adaptados para receberem os trabalhadores e trabalhadoras, conforme as novas necessidades impostas pela pandemia (distanciamento entre as estações de trabalho, ventilação, disponibilidade de máscaras, limpeza adequada, EPIs e outros). Devido as condições atuais da pandemia, os técnicos reivindicam o retorno à fase 1 do plano de retorno.

Na greve sanitária, os trabalhadores pela condição sanitária no momento, realizam seus trabalhos de forma remota, com exceção dos serviços essenciais. Foi aprovado também a definição e acompanhamento dos casos para condições adequadas para os trabalhadores essenciais. Seguem outras pautas reivindicadas pelos trabalhadores da UFMG deliberadas pela Assembleia:

  • Pff2 de qualidade, em quantidades adequadas para todos os servidores enquanto durar a pandemia;
  • Exigência do passaporte vacinal a toda comunidade;
  • Exigir transparência e divulgação ampla dos índices de infecção dentro da comunidade da UFMG;
  • Analisar o que é serviço essencial e quais demandas há em cada setor para a exigência da promoção de condições sanitariamente seguras de trabalho.

Sobre o assunto, a coordenadora do Centra Acadêmico de Filosofia e militante da juventude Faísca Revolucionária Elisa Campos declarou:
“Apoiamos os trabalhadores que lutam por condições seguras de trabalho, como são os técnicos da UFMG e os trabalhadores do bandejão da USP, que fizeram uma paralisação e manifestação ontem. As reitorias contradizem o seu próprio plano de retorno, mostrando que seus parâmetros são muito mais as pressões do MEC e a lógica produtivista na universidade, do que a segurança da comunidade universitária e a preocupação com o papel social do conhecimento concentrado.

Por isso a própria comunidade universitária deve decidir sobre o retorno presencial em todos os seus detalhes, incluindo as datas e as condições, em assembleias com estudantes, professores, trabalhadores do setor técnico-administrativo e os terceirizados (que são majoritariamente mulheres negras, que carregam o funcionamento desta universidade nas costas e não pararam durante a pandemia). Essa discussão precisa ser feita como parte da luta por uma UFMG a serviço dos trabalhadores e toda a população.”




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