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Teatro Municipal teve licitação fraudulenta e o vencedor foi amigo de Doria

O Tribunal de Contas do Município pediu esclarecimentos sobre o suspeito edital para administração do Teatro Municipal. O atual diretor do Teatro fundou uma empresa e ganhou a licitação em um caso emblemático de favorecimento dos amigos em suas privatizações, como tem sido a marca de toda a gestão Doria.

sexta-feira 28 de julho| Edição do dia

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM) pediu esclarecimentos sobre o resultado do edital da Secretaria Municipal de Cultura que deu vitória ao Instituto Casa da Ópera (ICO) para a gestão do Teatro Municipal nos próximos quatro anos O equipamento cultural, um dos mais importantes da cidade, terá orçamento de R$ 577 milhões até 2021.

Segundo apurou a reportagem do jornal Estado de São Paulo, o tribunal pediu maiores esclarecimentos sobre o fato de o instituto ter sido fundado por Cleber Papa, atual diretor artístico do teatro, e de sua esposa, Rosana Caramaschi, ocupar o cargo de diretora artística na mesma instituição. A Prefeitura terá cinco dias para responder aos questionamentos.

O ICO foi criado por Papa em 2006. Papa seguiu na entidade, em diversas funções, até o ano passado. O instituto está em nome de um amigo do diretor, o advogado Maurício José Chiavatta, e a sede fica no mesmo endereço de uma empresa de Rosana, a Imagemdata.

Dois funcionários do Teatro disseram à reportagem do Estado de São Paulo, sob condição de anonimato, que Papa estaria escolhendo, meses antes da publicação do resultado, quem continuaria empregado no local depois que a empresa vencedora fosse anunciada.

"Ele deixava claro que estava no comando da situação. Quando precisava de algum favor, nos chamava para uma conversa e dizia: me ajude que você está dentro", disse uma funcionária que ainda atua no Teatro.

Procurada, a Secretaria Municipal de Cultura informou que ainda não foi notificada pelo TCM. A pasta já havia ressaltado anteriormente que a mudança no edital permitiu a inclusão de concorrentes.

Concorrentes? As privatizações de Doria sempre tem um amigo a ser contemplado. Ao contrário de garantir uma maior eficiência como prega o marqueteiro-prefeito elas visam destruir os serviços públicos, e nesse caso a arte, e concentrar a renda em seus amigos.

Com informações da Agência Estado




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