Economia

DESEMPREGO

Taxa recorde de desemprego dá ’boas vindas’ ao presidente golpista

Taxas recordes de desemprego. A indústria segue demitindo. E mesmo agora que alguns setores apresentam algum aumento na produção para recompor estoques, fazem isso sem contratações, fazendo que os trabalhadores paguem pela crise enquanto os empresários vão aumentando seus lucros.

Leticia Parks

São Paulo

quarta-feira 29 de junho de 2016| Edição do dia

Foi noticiado hoje nas grandes mídias que o desemprego atingiu taxa recorde em comparação os cinco anos anteriores. O registro chegou a 11,2%, segundo a Folha de São Paulo, quase o dobro do mesmo trimestre no ano passado e 10% a mais que o trimestre anterior desse ano.

Essa alta da taxa de desemprego tem relação direta com as saídas que vem sendo apresentadas a crise política e econômica no país, que passam por fechamento de fábricas, redução da produção e demissão em diversas regiões industriais do país, e manutenção da produção com menos trabalhadores, e portanto maiores lucros.

A comprovação dessa tese está nos números recentemente divulgados de fechamento de postos na indústria. Apenas aí, dos quase 11,5 milhões de trabalhadores atingidos pelo desemprego, cerca de 1,5 milhão saíram da indústria, ou seja, 13% do total de desempregados.

A quantidade de trabalhadores na rua em busca de empregos que não serão gerados é a face da maneira com a qual os patrões lidam com a crise: fazendo com que paguemos por ela. No caso brasileiro, a saída da burguesia se dá a partir de duros ataques às condições de vida e emprego dos trabalhadores pelas mãos do governo golpista de Temer, precedido por ataques graves do próprio governo PT, entre eles aumentar o tempo de serviço que permite o acesso ao seguro desemprego.

A ideia do novo governo, já anunciada por ataques à previdência, aos orçamentos de saúde e educação, é aprofundar os ataques anteriores e garantir que os lucros das grandes empresas norte americanas e europeias esteja garantido apesar da crise, significando assim demissões e desemprego para as massas.

A crise, iniciada em 2008 a partir da queda do banco Lehman Brothers, não foi resultado da ação dos trabalhadores. Foi na verdade o resultado das especulações desordenadas dos próprios capitalistas, urubus de seu próprio capital. Se a crise foi gerada por eles, que eles paguem pela crise.

Enquanto a mídia comemora a menor cotação do dólar, aumento nos lucros e faz loas ao novo governo, a vida real é de aumento na inflação, no desemprego e queda na renda dos trabalhadores.




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