Política

PSDB SEGUIRÁ "AUTOCRÍTICA"

Tasso minimiza crise no PSDB dizendo que “partidos de pensamento único são comunistas”

Disputas internas vieram à tona no PSDB após propaganda de "autocrítica" encomendada pelo presidente provisório da sigla. Nessa quinta, Tasso Jereissati negou "guerra" interna e disse que a divergência é positiva porque "Partidos de pensamento único são comunistas", afirmou, do auge de sua ignorância neoliberal.

quinta-feira 24 de agosto| Edição do dia

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), negou nesta quinta-feira, 24, que o partido estivesse em "guerra" nos últimos dias, diante da repercussão negativa em torno da propaganda partidária da legenda. Tasso afirmou que o partido tem divergências e continuará tendo, mas garantiu que o processo de autocrítica vai continuar.

"O PSDB não estava dividido. O partido tem divergência, vai continuar tendo divergências e graças a Deus tem divergência porque não somos partido de pensamento único. Partidos de pensamento único são comunistas", afirmou, mostrando às claras sua ignorância quanto ao comunismo e seus preconceitos liberais. Enquanto em seu partido empresários milionários como João Doria surgem da noite para o dia e se cacifam como grandes mandatários com seus milhões, o partido comunista de Lenin e Trotski colocou no controle de um dos maiores países do mundo, há um século, trabalhadores que hoje, no regime político apodrecido do capitalismo brasileiro, não têm sequer direito de apresentar candidatos e constituir partidos políticos livremente. A baboseira de Jereissati seguiu:

"A autocrítica continua. Esse processo é de autocrítica, de criar novo programa, estatuto...é absolutamente necessária a autocrítica não só para o nosso partido, eu diria que até mais para os outros partidos", argumentou.

A resposta do presidente provisório da sigla é uma tentativa de, em meio a uma crise política que abala todos os partidos do regime e o governo golpista apoiado pelo PSDB de forma profunda, procurar uma "cara nova" para o tucanato.

Tasso comandou reunião hoje na sede do diretório do partido, em Brasília, com a presença de presidentes dos diretórios estaduais Ele convidou o senador Aécio Neves, presidente licenciado da sigla, para o encontro, o que serviu como sinalização do acordo de paz. Mas, em ato falho, chamou Aécio de "ex-presidente do PSDB", antes de corrigir.

"Não precisava selar paz onde não tinha guerra. Era importante a presença do Aécio como ex-presidente do partido... presidente afastado, no momento que a gente fazia a primeira reunião dos diretórios regionais. Segundo porque ele está bastante envolvido na reforma política para fazer uma explanação para os dirigentes sobre como está se encaminhando a reforma", argumentou.

Tasso também tentou minimizar a reunião entre Aécio Neves e o presidente Michel Temer, que aconteceu no fim de semana. Na ocasião, Temer teria pedido ao senador mineiro a saída de Tasso Jereissati do cargo no PSDB, por conta das críticas da propaganda tucana ao chamado "presidencialismo de cooptação". Faltou falar que foi com esse "presidencialismo de cooptação", que não passa do ordinário regime "democrático" burguês onde quem mandam são os empresários e banqueiros, que o PSDB governou o país durante dois mandatos de FHC, e em meio ao qual se constituiu como um dos principais pilares políticos do regime eleitoral e político no Brasil.

"Eu só ouvi falar disso encontro entre Aécio Neves e Temer. Isso não tem importância nenhuma. Ele Temer querendo ou não... e não acredito que o senador Aécio participasse dessa reunião", explicou.

Jereissati não pretende mais do que um "golpe de imagem" no PSDB, mudar tudo para que tudo permaneça igual. As verdadeiras disputas estão em questões muito distintas do que uma "autocrítica" quanto à conduta política.




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