AUMENTO DA TARIFA

Tarifa de campinas vai para R$ 4,95 para aumentar lucro dos empresários do transporte

Nesta segunda-feira (1) entrou em vigor o aumento na tarifa do transporte coletivo em Campinas. O absurdo valor do ônibus que antes era de R$ 4,70 passa para inaceitáveis R$ 4,95 no próximo domingo (7). Sendo assim, o passe terá aumento de 5,31% e também passará a ser cobrado R$ 0,40 para a integração do Bilhete Único Comum e do Vale Transporte.

quinta-feira 4 de julho| Edição do dia

Nesta segunda-feira (1) entrou em vigor o aumento na tarifa do transporte coletivo em Campinas. O absurdo valor do ônibus que antes era de R$ 4,70 passa para inaceitáveis R$ 4,95 no próximo domingo (7). Sendo assim, o passe terá aumento de 5,31% e também passará a ser cobrado R$ 0,40 para a integração do Bilhete Único Comum e do Vale Transporte.

O último reajuste também absurdo havia sido em 6 de janeiro de 2018. O aumento supera a inflação do ano passado, que foi de 3,75%, mas que também não trouxe melhoria para as condições do transporte (que continua em situação deplorável com assentos soltos, janelas que não fecham e molham tudo quando chove, ônibus quebrando toda hora, dentre outras coisas), e não melhorou as condições de trabalho dos motoristas e dos trabalhadores da empresa.

Além disso foi implementado um novo sistema para quem não tem passe. Ao invés de dar o dinheiro diretamente no ônibus, agora a população tem que procurar um QR Code, um ticket, que vende principalmente em bancas, que nos fins de semana muitas vezes estão fechadas e nem sempre têm em todos os lugares. Em uma cidade que já não tinha cobrador por ganância da empresa que quis “economizar” com o salário desses funcionários para manter apenas o lucro dos patrões, esse novo sistema na prática isso significou a retirada do bônus dos motoristas que acabavam também cumprindo a função de cobrador.

Jonas Donizette (PSB), prefeito de Campinas, declara cada vez mais guerra aos trabalhadores e à juventude pobre da cidade. Sentou algumas vezes com Paulo Guedes esse ano para discutir a reforma da previdência que nos reserva um futuro de trabalhar até morrer e, agora, escancara mais uma vez que seu lado é dos empresários, fazendo a população, em meio à crise, com o serviço horrível oferecido pela parceria público privada caótica, pagar uma das tarifas mais caras do país para que seus privilégios sejam mantidos.

No decreto a justificativa é de que existe “a necessidade de manutenção do equilíbrio econômico e financeiro do sistema de transporte público de Campinas”. Seus interesses são muito explícitos: descarregar de todas as formas a crise nos trabalhadores e na população, enchendo o bolso dos empresários.

Por isso, o rechaço ao preço abusivo das passagens precisa estar ligado à necessidade de estatização do transporte público, de modo que ele seja controlado não por políticos corruptos ligados à máfia, mas pelos motoristas, trabalhadores e usuários dos transportes.

Somente assim teremos em Campinas um transporte público que atenda às necessidades da população, impeça a trágica morte de idosos, mulheres e trabalhadores em acidentes promovidos pela precarização do trabalho dos motoristas, mecânicos e dos pontos de ônibus. Só assim é possível garantir que esse direito não seja uma fonte de lucro dos capitalistas, mas possa garantir o passe livre para estudantes e desempregados, e a redução radical da tarifa.

Amanhã (05/07) está sendo chamado um ato às 17h no Largo do Rosário.




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