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TSE se esconde e desmarca coletiva de imprensa sobre caixa 2 de Bolsonaro

Hoje, 19, o TSE desmarcou uma coletiva de imprensa que responderia sobre o financiamento de empresários às agências de disparos de mensagens em massa no WhatsApp para favorecer a campanha de Jair Bolsonaro. A coletiva de imprensa foi remarcada para domingo, 21, e muitos esperam para saber qual será o posicionamento de Rosa Weber sobre essa fraude.

sexta-feira 19 de outubro| Edição do dia

Numa conjuntura política de continuidade do golpe institucional, com eleições manipuladas pelo judiciário sob a tutela das Forças Armadas, que retirou o direito da população poder votar em quem quiser - com a prisão arbitrária de Lula -, tudo isso orquestrado pelo Poder Judiciário, fica ilustrado que esse caso não será tratado com prioridade, e o TSE não moverá esforços para, a apenas 9 dias da eleição, apoiar o candidato cujos empresários, latifundiários e banqueiros apoiam, pois sabemos que não se trata de um órgão imparcial, muito pelo contrário, atua sistematicamente com suas medidas autoritárias e arbitrárias para servir ao interesses dos grandes empresários e dos imperialistas.

Sabemos que se trata de uma fraude por parte da assessoria de Bolsonaro, mas sabemos também que o Judiciário não atuará para punir o candidato mais cotado pela burguesia imperialista.

Esses disparos ilegais de Fake News, financiados por empresários, só demonstram o interesse do grande capital em apoiar um candidato que tem como parte de seu programa econômico a privatização de empresas estatais para favorecer o interesse do empresariado, e que declara que passará por cima de todos os trabalhadores e do povo pobre para colocar sua agenda de ataques, como a Reforma da Previdência e a retirada do 13º salário e férias, para fazer com que seja a população a pagar pela crise, privilegiando a manutenção dos enormes lucros dos empresários.

Jair Bolsonaro possui o apoio declarado de vários setores reacionários que vão desde Luciano Hang, dono das lojas Havan, que fez propaganda eleitoral completamente machista e misógina, além de intimidar seus funcionários votarem no candidato de extrema direita; passando por Pedro Joanir Zonta, presidente da Condor, maior rede de supermercados do Paraná que emprega funcionários sob péssimas condições de trabalho; chegando até a Frente Parlamentar da Agropecuária, composta por setores reacionários do campo, que se colocam contra a demarcação de terras indígenas, a favor do desmatamento, e ligados a casos de trabalho escravo.

Por esse e outros ataques, é preciso que sejam construídos fortes Comitês de Luta em cada local de estudo e de trabalho que se posicione contundentemente contra Bolsonaro e que amplie e massifique estes organismos. Só assim, com as nossas mãos, e independente do PT, é que será possível derrotar Bolsonaro, a extrema-direita e as reformas.




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