Política

ELEIÇÕES 2018

TSE quer censurar aparição de Lula na TV para obrigar PT a definir Haddad como candidato

Tudo se encaminha para que este seja o resultado final da votação, apesar de haverem recursos em andamento no STF contra a prisão arbitrária de Lula. Um processo que dá a uma casta mega privilegiada de juízes, que não foram eleitos, o poder para decidir em quem a população terá direito de votar ou não.

Ítalo Gimenes

Campinas

sexta-feira 31 de agosto| Edição do dia

Foi dado o primeiro voto contra o registro da candidatura de Lula no TSE, arbitrariedade fundamentada por Barroso, que defendeu, além disso, a proibição da veiculação da imagem do ex-presidente em campanhas de televisão. Um importante passo adianto no golpe institucional, que se recusou a acatar até mesmo a resolução da ONU que dá legitimidade ao registro.

Com a proibição da aparição de Lula no horário eleitoral, forçam que Haddad assuma a cabeça da chapa tríplex, sob o risco do PT ficar sem tempo de TV até o dia 17 de setembro - quando serão julgados os recursos no STF. Ou seja, menos que a metade. Além disso, pretendem dificultar a transferência de votos de Lula a seu substituto ao não permitir que apareçam juntos no horário eleitoral.

Ao ler seu relatório, Barroso, que é um conhecido defensor da Lava Jato e do golpismo declarou "Estou sendo o mais analítico possível nas teses da defesa, até mesmo pelo pouco tempo que os colegas tiveram para apreciar essa matéria". Barroso deixou claro que não pode ele mesmo ler toda a defesa, entregue ontem à noite e que os demais juízes também não leram.

Na mesma semana em que votou pelo aumento do próprio salário em R$5,5 mil, para escandalosos R$ 39 mil, e condenaram milhões de trabalhadores ao avanço da escravista terceirização irrestrita, os juízes do STF e do TSE facilitam que um candidato defensor desse mesmo tipo de ataque aos trabalhadores, a serviço dos donos da dívida pública e dos patrões, tenha maiores chances de vencer.

Nós do Esquerda Diário sabemos que PT e Lula não merecem esses votos da população, pois já mostrou que atacaria os trabalhadores no segundo mandato da Dilma, além de terem aberto caminho para que esse autoritarismo aflorasse se aliando com a direita e os capitalistas. Porém é cada vez mais urgente denunciar essa decomposição do regime democrático burguês brasileiro, que tenta anular uma das sobras de soberania popular que é votar em quem quiser para presidente, mesmo que seja Lula.

Editorial: É preciso acabar com os privilégios da oligarquia judicial, pilar do golpe institucional




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