FRAUDE ELEITORAL

TSE, conivente com caixa 2 de Bolsonaro, diz que "não é hora de criar marola"

Após se esconder da coletiva de imprensa para não ter que responder sobre a fraude eleitoral promovida por Bolsonaro, o TSE afirma que "não é hora de criar marola" nesse momento de eleição e mostra que segue conivente com o caixa 2 para a permitir vitória do reacionário candidato do PSL.

sábado 20 de outubro| Edição do dia

Após desmarcar a coletiva de imprensa que estava marcada para ontem, sexta-feira, às 16h, o TSE desta vez se pronunciou colocando que ao TSE "não caberia promover diligências extravagantes" em relação à fraude eleitoral na campanha de Jair Bolsonaro promovida por empresários.

Sobre qual posicionamento teria o TSE diante desse fato escandaloso, um magistrado respondeu que a eleição não pode ter, ao calor dos fatos, seu curso alterado pelas mãos da Justiça. "Não é hora de criar marola" - afirmou membro do TSE - "Lá na frente, se for o caso, cassa a chapa".

Esse escandaloso posicionamento do TSE mostra o que já havíamos apontado no Esquerda Diário: o Judiciário fará vista grossa às denúncias de caixa 2 de Bolsonaro, mesmo após o próprio candidato ter assumido ter ciência que se trata de um crime eleitoral, e mesmo após empresários também assumirem querer eleger Bolsonaro no 1º turno para não ter que gastar mais dinheiro.

Cinicamente dizem que não querem interferir nos resultados eleitorais, mesmo sabendo que se trata de uma conjuntura política de continuidade de um golpe institucional que foi orquestrado pelo Judiciário e a Java Jato, com eleições manipuladas sob a tutela das Forças Armadas, que prendeu Lula arbitrariamente e assim impediu o voto de milhões de brasileiros, que cassou o título de eleitor de outros 3,6 milhões - em sua maioria nordestinos -, que passou por cima até mesmo das recomendações da ONU, que fez vista grossa a tantos casos de irregularidades dos partidos de direita, e agora vêm com mais esse absurdo posicionamento diante de uma fraude eleitoral para que possam escolher a dedo quem será o próximo presidente do país.

O TSE mais uma vez está blindando uma figura política que tem o apoio dos principais setores do mercado financeiro, da bancada do boi, da bala e da bíblia, o apoio dos principais empresários e banqueiros do país, que têm um programa submetido aos interesses dos grandes capitalistas imperialistas.

Essa é mais uma mostra do escandaloso poder e controle que o Judiciário possui sobre as eleições no Brasil, que estão recheadas de manipulações e agora com essa fraude para favorecer a campanha do reacionário Jair Bolsonaro. Isso só demonstra o interesse do grande capital em apoiar um candidato que tem como parte de seu programa econômico o favorecimento dos empresários e capitalistas, passando por cima dos trabalhadores e do povo pobre para colocar sua agenda de ataques.

A única maneira de derrotar Bolsonaro e o avanço da extrema-direita, junto às políticas dos golpistas e sua agenda de ataques é construindo em todos os locais de trabalho e estudo uma verdadeira força real dos trabalhadores que se expresse em luta nas ruas, fazendo com que sejam os capitalistas a pagarem por essa crise que eles próprios criaram.

Relembrando o caso:

A Folha de S.Paulo denunciou um escândalo em que empresários financiaram ilegalmente a campanha de Jair Bolsonaro, pagando R$ 12 milhões de reais à cada uma das várias agências de disparos de mensagens em massa, disseminando milhões de fake news pelo WhatsApp, sem que esses gastos fossem registrados. A prática é ilegal e o próprio Bolsonaro assumiu ter ciência de se tratar de um crime eleitoral.




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