Política

DECLARAÇÃO

TSE absolve Temer, tomemos a greve geral do dia 30 em nossas mãos para derrubar Temer e as reformas

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

sexta-feira 9 de junho| Edição do dia

Escancarando aos olhos de milhões o que nós e muitos outros afirmamos, a justiça é arbitrária e julga conforme os interesses políticos, o TSE absolveu a chapa Dilma-Temer depois de longo julgamento. Fingiram não ver evidências, ou mesmo as vendo resolveram não considera-las. Para o desbocado Gilmar Mendes que deu o voto de desempate, essa decisão anunciadas há semanas tinha por base a “estabilidade política”, ou seja, a manutenção de Temer no poder para garantir as reformas para que os trabalhadores tenham que trabalhar até morrer e, garantir assim que os lucros capitalistas aumentem.

O TSE mostrou como age de acordo com interesses políticos, se enfrentou com o Ministério Público, que semanas atrás mostrou como também age de acordo com seus interesses políticos e não está nem aí com a corrupção, deixando o bilionário Joesley Batista passeando em Nova York. O mesmo pode-se dizer da Lava Jato, mais preocupada com seu projeto político de "mudar a política" e contribuir para abrir caminho para empresas estrangeiras no país do que em combater a corrupção.

Por 4 votos a 3 os juízes resolveram ignorar os fatos conhecidos por qualquer brasileiro. As evidências do uso ilegal de recursos corruptos ficou evidenciada nos últimos anos, bem como ficou escancarado como essa corrupção não é exclusividade do PT e do PMDB de Temer, mas também contou com vastos recursos para o PSDB e todos partidos capitalistas.

Essa votação não irá encerrar a crise política do país. Muito pelo contrário, em meio ao próprio julgamento foi ficando patente como aumentam os confrontos entre o MPF e setores do governo e do judiciário, bem como, o TSE absolver Temer não lhe confere um átomo a mais de popularidade nem lhe dá certeza de conseguir garantir as reformas pelas quais uma ala da burguesia o mantém no poder. A crise promete continuar e se agravar.

Gilmar Mendes, o Estadão e outros membros da elite nacional quiseram salvar Temer para que ele conduza as reformas. Janot, a Globo, a Folha, a Lava Jato e outros queriam que ele fosse cassado para colocar outro nome para conduzir os mesmos ataques e em meio a isso promover algumas mudanças no regime político do país, todas elas contra os trabalhadores. As tensões e disputas não irão cessar. Em meio a tamanha crise, os trabalhadores podem tomar o centro da cena política.

Para isso, precisamos tomar em nossas mãos a greve geral marcada pelas centrais sindicais para o dia 30 de junho. Podemos fazer dessa greve uma paralisação muito mais forte que a do dia 28 de Abril, ela pode ser um instrumento para a derrubada de Temer e das reformas. Para isso é necessário, termos centenas de comitês em cada local de trabalho que organizem a preparação do dia 30, organize os piquetes e a autodefesa para que tenhamos uma greve até a derrubada do presidente e todas as reformas, superando os limites que colocam CUT, Força Sindical, CTB.

A CSP-Conlutas, as Intersindicais, o MTST, os parlamentares do PSOL e todos os sindicatos e organizações de esquerda precisam construir um polo independente da burocracia sindical para responder a crise nacional, contribuindo a que os trabalhadores possam tomar em suas mãos o dia 30 e assim fazer que a luta dos trabalhadores sirva para mais que derrubar as reformas mas a um questionamento que vá além de tirar Temer e colocar novo presidente a conduzir as reformas. A Greve Geral podia impor a demanda de uma Constituinte Já que tomasse como sua primeira tarefa revogar todas medidas de Temer, começando pela PEC 55 que destrói a saúde e a educação, anulasse todas as reformas, estatizasse sob controle dos trabalhadores todas as empresas corruptas e acabasse com o privilégio de todos políticos e juízes fazendo todos serem eleitos, revogáveis e que ganhassem como uma professora. Podemos fazer que sejam os capitalistas que paguem pela crise!




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