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TRF 4 julga hoje diminuição de pena de Antônio Palocci

Tribunal de segunda instância da Lava Jato, mesmo que condenou Lula, julga hoje o pedido do delator Antônio Palocci de ter sua pena reduzida quase pela metade, como recompensa por sua delação premiada.

quarta-feira 28 de novembro| Edição do dia

Imagem: Jovem Pan Online

O Tribunal Federal da 4ª Região (TRF - 4) julga nesta quarta feira (28) recursos de quatro réus em processos ligados à operação Lava Jato. Serão julgados, além de apelação de Antônio Palocci, pedidos feitos pelas defesas de José Dirceu, Delúbio Soares e Cândido Vaccarezza.

Uma sentença que espera-se ser concluída no julgamento, iniciado hoje às 13:30h, é a de Antônio Palocci, ex ministro dos governos Dilma e Lula e delator da Lava Jato desde o meio do ano.

Palocci, que havia sido condenado a 12 anos e 2 meses de prisão na primeira instância de Curitiba, inicialmente teve sua pena aumentada pelo TRF 4 para 18 anos e 20 dias. Contudo, levando em consideração a delação premiada prestada por Palocci à PF mais cedo este ano, João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da oitava turma do tribunal, responsável pelos processos, decidiu pela redução da pena para 9 anos e 3 meses em regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

A decisão do juiz havia sido adiada, por conta de um pedido de vista do processo. A defesa de Palocci agora pede que seja efetivada a redução de pena e a progressão para o regime domiciliar, como recompensa pelos serviços prestados à Lava Jato com suas delações.

Segundo testemunho de executivos da Odebrecht, Antônio Palocci seria o “italiano” referido nas planilhas da empresa. Ele é julgado por receber dinheiro da empresa para beneficia-la em contratos com a Petrobrás. Sua delações foram arma essencial na perseguição da Lava Jato à cúpula do PT, e foi inclusive parte de suas alegações (então já descartadas pelo MP) que Sérgio Moro vazou em meio ao processo eleitoral deste ano para influenciar a opinião pública, de modo a maleficiar a candidatura de Fernando Haddad, em uma mostra escancarada da manipulação que o judiciário fez de todo o pleito, tendo em vista escolher a dedo o presidente da república para aplicar ataques ainda mais duros aos trabalhadores, em um governo ainda mais submisso ao imperialismo, em uma continuação do golpe de Temer.

Os vazamentos seletivos, as prisões circunstanciais e o benefício de delatores corruptos que dizem o que Moro quero ouvir são só algumas das técnicas utilizadas pelo autoritarismo judiciário mostrando claramente como sua intenção não é de combater a corrupção mas sim de intervir autoritariamente na política em favor do imperialismo, para reescrever de modo mais autoritário o regime de 88, legando a juízes eleitos por ninguém, com o apoio da mídia e junto a partidos burgueses, o poder político de instalar uma agenda e entreguista e anti popular, para fazer com que sejam os trabalhadores que paguem pela crise capitalista.




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