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Surge o Comitê contra o impeachment e os ajustes do PT na Sociais da UFRGS

Nessa terça-feira (5) ocorreu a primeira reunião do Comitê contra o impeachment e os ajustes do PT no CECS (Centro de Estudantes de Ciências Sociais - UFRGS). Reunindo cerca de 20 pessoas, o comitê busca organizar estudantes que desejam lutar contra o impeachment em curso no país e também contra a série de ataques que o governo federal vem perpetuando.

quinta-feira 7 de abril de 2016| Edição do dia

A ideia desse comitê é organizar atividades e ações que buscam a reflexão sobre a complexa situação política em que vivemos e organizar o amplo sentimento de necessidade de mudança que existe em boa parte dos estudantes (professores e funcionários também). A quantidade de pessoas que assiste a crise política e não encontra uma saída não é pequena. Uma proposta como essa proporciona uma organização na base do curso e do instituto que pode impulsionar um movimento capaz de dar exemplo, em pequeno, de como criar caminhos.

Em uma atividade ocorrida no dia 22 de Março que reuniu dezenas de estudantes e professores do curso de ciências sociais, uma série de posições e reflexões foram apresentadas. Mesmo com as diferenças expostas, é visível uma compreensão ampla de que existe uma ofensiva antidemocrática da direita que busca substituir o governo Dilma por um outro governo que vai aprofundar os ajustes e ataques que afetam o conjunto da população, em especial a juventude e os trabalhadores.

Na avaliação do MRT, grupo que impulsiona o Esquerda Diário, existe um golpe institucional em curso que, se implementado, descarregará de maneira mais rápida e mais intensa a crise econômica nas costas dos trabalhadores. São setores ultra reacionários e conservadores que orquestram esse golpe, como a FIESP, o PSDB, o PMDB, MBL, Bolsonaro, etc.

Ao mesmo tempo existe também uma compreensão entre parte dos estudantes de que, caso o impeachment não saia, os ajustes vão continuar sendo aprofundados com o governo do PT, com Lula ou sem Lula a frente do ministério. Isso significa não apenas que setores como a educação e a saúde vão continuar sendo afetadas, mas que a reforma da previdência está na agenda do governo, a lei anti-terrorismo serve para criminalizar qualquer resistência a esses ataques, que o desemprego e a inflação vão crescer, etc.

Diante desse difícil cenário, a criação de movimentos de base, em cada local de estudo, trabalho e moradia, que dê base para um movimento nacional contra o impeachment e contra os ajustes do PT se faz cada vez mais necessário. Apenas pensando alto e audazmente conseguimos encontrar uma saída de verdade para essa crise.

Nós do MRT defendemos que a política mais acertada para esse momento é a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana. Derrubar o governo do PT hoje pela via do impeachment, sem a organização da classe trabalhadora, e tendo a FIESP, Sergio Moro e outros reacionários a frente, significa um golpe duro contra a população. Ao mesmo tempo não defendemos a democracia tal como ela é. Basta olhar para a chacina ocorrida no Rio de Janeiro essa semana para ver que na periferia, para os negros e pobres do Brasil, essa democracia não existe. São inúmeros os outros exemplos de falta de democracia no país. Por isso achamos que devemos lutar não em defesa dessa democracia como conhecemos, para uma muito superior. Podem ler com mais calma sobre essa proposta aqui.

Mas o Comitê contra o impeachment e os ajustes do PT busca aprofundar esses e outros tantos debates dentro do curso e da universidade. São inúmeras outras propostas, de distintos setores da esquerda, que estão sendo debatidas. Apenas uma reflexão detida sobre a situação pode nos levar a achar o caminho correto.

As deliberações da primeira reunião foram:

- cartazes com conteúdo político para distribuirmos pelo prédio e chamando para a aula pública/debate

- aula pública/debate sobre a situação nacional no dia 14 de abril, quinta-feira (debatedores a confirmar)

- proposta de suspensão das aulas em um dia e assembleia dos três setores do IFCH. Essa proposta seria construída a partir de uma carta que buscaríamos assinaturas entre estudantes, funcionários e professores propondo essa atividade.

Continuaremos publicando os próximos passos do Comitê. Acompanhe pelo Esquerda Diário!




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