COMBATE À CORRUPÇÃO?

Substituto de Maluf na Câmara coleciona condenação e acusações por corrupção

O deputado que ocupará o lugar de Maluf é nada mais nada menos que o ex-prefeito de Mogi das Cruzes, cidade da grande São Paulo, Junji Abe (PSD-SP). Com uma biografia repleta por condenação em segunda instância por improbidade administrativa e diversos processos em que é réu, incluindo ações sobre superfaturamento e corrupção.

Douglas Silva

Estudante da UFJF

terça-feira 20 de fevereiro| Edição do dia

Enquanto o Deputado Federal, Paulo Maluf (PP-SP), velho político conhecido pelos inúmeros casos de corrupção, segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, Rodrigo Maia convoca o primeiro suplente da coligação – de corruptos – feita em 2014 entre MDB, Pros, PP e PSD para assumir na Câmara.

O deputado que ocupará o lugar de Maluf é nada mais nada menos que o ex-prefeito de Mogi das Cruzes, cidade da grande São Paulo, Junji Abe (PSD-SP). Com uma biografia repleta por condenação em segunda instância por improbidade administrativa e diversos processos em que é réu, incluindo ações sobre superfaturamento e corrupção, o novo deputado vem para mostrar que o sistema político brasileiro e a justiça “resolvem a corrupção”mantendo seus privilégios mesmo presos e substituindo as caras dos corruptos, sem se enfrentar nem um milímetro com a corrupção.

Deputado federal de 2011 a 2014, Junji Abe chegou a ter o registro da candidatura à reeleição indeferido pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) na última eleição para a Câmara. Ele foi condenado por improbidade administrativa.

Quando era prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Abe nomeou um procurador municipal sem realização de concurso. Ainda em 2014, Abe teve bens bloqueados pela Justiça – situação que continua vigente até hoje – a pedido do Ministério Público em outro processo. Nele, é acusado de ter superfaturado contratos com empresas de alimentação em 2008.

Abe também é acusado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) de ter recebido R$ 3 milhões e de ter cobrado outros R$ 35 mil por mês para direcionar uma licitação de transporte público para duas empresas.

Ao longo da carreira, Abe foi alvo de dezenas de ações. Por improbidade administrativa, foram pelo menos 11 processos, com acusações que vão de material com a data de validade vencida em postos de saúde até superfaturamento em contratos e corrupção.

Esse é só parte de mais um histórico da corrupção envolvendo políticos dessa democracia dos ricos brasileira degradada. Muda-se os jogadores, como com a prisão de Maluf, mas se mantem outros tantos corruptos no tabuleiro.

A prisão de Maluf passa longe do real combate a corrupção. A justiça, repleta de juízes privilegiados com altos salário, auxílios e etc., é a mesma que garante a permanência de tantos outros corruptos como Abe.

O enfrentamento contra a corrupção, assim como contra os ataques do governo golpista contra os trabalhadores e a população pobre, só pode se dar sem nenhuma confiança na justiça e seus juízes privilegiados.

A luta contra todo esse regime podre e degradado só pode ser levada até o fim pela classe trabalhadora, como nas manifestações de ontem (19) contra a Reforma da Previdência, onde mesmo com o freio da centrais sindicais os trabalhadores demostraram sua disposição em lutar e a necessidade de que as centrais sindicais chamem uma Greve Geral contra os ataques do governo golpista.




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