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Eu sou brasileira, Barbara Beats

Acompanhe a entrevista com Bárbara Beats, "cantora e compositora, representante da MPB que eu chamo de música periférica brasileira. Mais uma mulher na música buscando seu espaço", como ela mesmo se define, antes do lançamento de seu primeiro single.

Gabriela Farrabrás

São Paulo | @gabriela_eagle

terça-feira 10 de julho| Edição do dia

Eu sou brasileiro
minha terra foi vendida pra estrangeiro
sou brasileiro
sustento o luxo do banqueiro

Assim Bárbara Beats abre seu mais novo single, num samba-rock que contagia desde o primeiro toque. Encantada com essa música, e toda a história que essa artista já carrega mesmo sendo tão nova fui bater um papo com a cantora e compositora pelo Esquerda Diário e o resultado você vê aqui:

Gabriela Farrabrás: Antes de tudo, como você se apresenta?

Bárbara Beats: Bárbara Beats, cantora e compositora, representante da MPB que eu chamo de música periférica brasileira. Mais uma mulher na música buscando seu espaço.

GF: Seu primeiro single vem recheada de críticas sociais muito pertinentes. Gostaria que você nos dissesse como nasceu essa composição?

BB: Surgiu por conviver com esgoto a céu aberto no meu bairro Jd. João XXIII e quando é verão sempre alagava algumas ruas do bairro e saber onde se mora, onde se nasce, suas raízes é uma forma de evoluir. Pensando nisso afirmei ser brasileira, mas sabendo que onde eu piso eram terras indígenas e que eu como mais uma brasileira sou explorada através do trabalho e da entrega de todas riquezas aos grandes empresários, assim como foi desde a colonização.

Uma das minhas inspirações foi o cantor Seu Jorge, tanto que cito ele na música. Quando vi que ele colocou um indígena no violino e vestiu a banda de trabalhadores por conta da sua música "Trabalhador" eu não tive como não ficar impactada. "Eu Sou Brasileira" é saber o que acontece e não abaixar a cabeça e resistir às desigualdades no Brasil.

GF: Acompanhando seu trabalho desde o seu primeiro vídeo que vi, com uma música que criticava duramente o projeto higienista do Doria de “Cidade Linda”, percebe-se que arte e política parecem estar muito ligados na sua música. você vê essa ligação?

BB: Sim. Acredito muito na força das pequenas coisas que fazemos no dia a dia como não se calar vendo um assédio, fortalecer outra pessoa que precisa de ajuda. Enfim. E minhas músicas caminham nisso em poder soltar a voz que vem de dentro, não se calar. Reconhecer seu valor e identidade e externalizar pro mundo!

GF: Como é ser uma artista nova no Brasil nesse momento político tão atribulado?

BB: Vixi. É viver numa instabilidade sem fim (risos), porque uma hora aparecem muitos shows outra hora menos. Então tem que ter a ginga para se manter e, infelizmente, no início trabalhar 3x mais. Mas depois vem os resultados e daí é só evolução

GF: A gente já sabe que você tá preparando o clipe para seu primeiro single. você pode nos dar pistas de como vai ser?

BB: Eu quero que antes saibam que eu ralei pra esse trabalho ficar na melhor qualidade pra quem já me acompanha. E com essa nova cara da Bárbara Beats, força e alegria. Tem muita coisa boa vindo e minha dica é que o swing é bom e vai fazer geral dançar

GF: E o que podemos esperar para um futuro breve?

BB: Muita coisa massa. Entre elas show de lançamento desse trabalho novo e um single que já tá na manga "Só de Bobeira". Vai ter impacto!

A dica está clara, fiquem de olho em Bárbara Beats porque muita coisa linda vai vir daí!




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