Internacional

GREVE METRO DE SP

Solidariedade de classe no Chile com os trabalhadores do metrô de São Paulo

A solidariedade internacional entre os trabalhadores em nossas lutas é fundamental, o capitalismo é o mesmo sistema de vida que nos oprime e explora a todos. Apoio a greve dos trabalhadores do metrô do Brasil, porque se eles são fortalecidos também são o resto dos trabalhadores.

quinta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

Os trabalhadores do metrô no Brasil, na cidade de São Paulo, decidiram nesta quinta-feira desenvolver uma greve de 24 horas no quadro do ataque que o governo Temer vem realizando contra os trabalhadores. Ontem, o Sindicato de Metroviários, decidiu realizar um grande dia de paralisação contra a privatização do metrô, o aumento da tarifa e demissões.

Para aqueles de nós que decidimos colocar nossas vidas, tempos e pensamentos sobre como transformar a realidade que nos afeta como trabalhadores, não apenas nos espaços mais próximos que são apenas os nossos locais de trabalho, mas também a vida inteira, onde a nossa saúde, educação ou mesmo nossa própria vida pessoal é afetada por um modelo de sociedade individualista e egoísta como o capitalismo - onde dia a dia vemos que grandes empresários, apoiados por políticos corruptos, usurpam nossa energia.

Embora pareça contraditório, é sempre necessário lembrar que o mesmo modelo explora e oprime todos no mundo de hoje, sabendo que parte da mesma classe nos empurra permanentemente para não soltar os laços de solidariedade que precisamos em momentos de muita miséria e individualismo, mais ainda quando os próprios trabalhadores decidem fortalecer suas lutas, como os trabalhadores do metrô de hoje na cidade de São Paulo, no Brasil.

A greve, neste momento para os trabalhadores do metrô, torna-se um meio de mobilização, que está de mãos dadas com as diferentes manifestações que já estão sendo desenvolvidas pela população brasileira, o que se opõe ao aumento das tarifas de transporte, como vimos na quarta-feira em algumas partes da cidade e isso reflete a rejeição das políticas de ataque e uma maior privatização que, do governo do presidente Temer, se destinam principalmente aos setores mais pobres da população brasileira.

Temer, Macri e Piñera versus a unidade (necessária) dos trabalhadores

Os ataques dos grandes empresários, dos governos que procuram tornar o neoliberalismo um modelo aplicável e fresco em cada um dos cantos do mundo, nos mostram com arrogância seus objetivos, como o vimos há semanas na Argentina com a aprovação da reforma de Macri contra os aposentados, sem se preocupar com a mobilização de centenas de milhares nas ruas que se opuseram fortemente a isso, sendo reprimidas pela polícia do governo, assim como hoje Temer procura fazer desde a reforma trabalhista, e que sem qualquer dúvida, aqui no Chile, do governo de Piñera também se pretenderá avançar contra os mais empobrecidos e que dão a vida pela economia do país.

Dado o mesmo, é muito importante que fortaleçamos a solidariedade entre os trabalhadores, que essa greve que está ocorrendo hoje nos permita analisar a necessidade de entender que, se forem fortalecidos no Brasil, nós também. Isso faz parte da construção de um projeto político internacionalista.

Tradução Douglas Silva

Leia o artigo na íntegra no La Isquierda Diário Chile, parte da rede internacional de Diários que faz parte o Esquerda Diário.




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