Mundo Operário

CONTRA O PARCELAMENTO

Solidariedade aos servidores do estado do RS!

Relato de Adailson, rodoviário da Trevo, dando toda a sua solidariedade aos servidores do estado do Rio Grande do Sul que hoje enfrentam o parcelamento dos seus salários.

quinta-feira 4 de agosto| Edição do dia

Bom dia quinta-feira feira.

Enfim chegamos no fatídico dia, tão anunciado nos meios de comunicação, como o dia da paralisação dos policiais do estado. Uma histeria coletiva, um pânico demasiado tomou conta de gigantesca parte da sociedade gaúcha e portoalegrense durante toda a semana que antecipou o dia de hoje.

Isso nos trás algumas reflexões: hoje não é o dia apenas de entidades "sindicais policiais" tentarem uma pressão ao governo, mas sim o dia em que também estão parte dos servidores do estado de braços cruzados, em protesto ao corte dos salários. Sim, hoje tem servidores em luta nas ruas, e não apenas policiais descontentes. É triste ver que não há solidariedade aos demais servidores do estado, que inclusive estão agora em frente ao Palácio Piratini, por parte de muitos sindicatos e até mesmo de parte significativa da polícia que neste momento enfrenta o mesmo parcelamento se salários que os demais.

Ainda a pouco no programa balanço geral da TV Record, um representante dos policiais, deixou escapar que ao menos o salário deles poderia ter sido pago (o que já diz muito sobre a própria localização deles na questão) pois" o povo precisa" de segurança. De imediato lembrei dos atos do ano passado, quando servidores marcharam pela cidade, e quando muitos trabalhadores chamavam os policiais para o ato, os chamando de companheiros, mas que tão logo o governo retomou o pagamento aos PM’s e o jogo mudou. Lá estavam servidores entre eles, professores, e até quem sabe policiais civis, recebendo a sua parte em repressão brutal do governo Sartori e da Brigada Militar.

Os servidores do estado não podem ser lembrados apenas quando a polícia resolve entrar na briga. Tampouco a sociedade deve ficar refém de uma histeria coletiva que faça com que o pânico justifique toda a barbaridade. É verdade que a falta de segurança já é algo comum no nosso cotidiano. Não há em dia algum, uma garantia de que nada aconteça a ninguém; basta ver os noticiários e todos dias temos um menu de violências variadas, e tudo isso supostamente sob proteção do estado.

Ao contrário de muitos sindicatos, que produziram moções de apoio, e se referem sempre em solidariedade à luta dos servidores, o sindicato dos trabalhadores rodoviários de Porto Alegre nada fez a respeito desse assunto até agora. Não age o sindicato em solidariedade a nada e a ninguém. Tampouco se posicionou firme em defesa da própria categoria que diz representar.

O sindicato dos bancários, entrou com ação cautelar para impedir o funcionamento das agências bancárias, e o dos trabalhadores rodoviários sequer emitiu nota ou panfleto, tanto em solidariedade aos servidores, quanto em defesa dos rodoviários.

Estamos desassistidos em todas as frentes, e devemos agir sempre de maneira preventiva, defensiva, já que entrar em pânico nunca é uma boa opção, pois é isso que desejam aqueles que exploram o medo para garantir seus métodos.

Minha solidaridade aos servidores do estado, e companheiros rodoviários de Sul a Norte de Porto Alegre, e que possamos passar por mais esse dia de incertezas, provocados em última análise, por um governo vil, covarde e traidor da sociedade que deveria defender, mas que ao contrário, joga aos lobos, enquanto sustenta seu partido, com distribuição de gabinetes, cargos e todo tipo de mordomia bancada com dinheiro público.




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