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Sobre o trancamento da UFMG nessa segunda, 12/9

Recebemos e publicamos aqui a nota do Diretório Acadêmico de Ciências Biológicas, da UFMG. Sobre a mobilização que ocorreu na UFMG nessa manhã e o posicionamento da gestão Jana Moroni.

segunda-feira 12 de setembro| Edição do dia

Na manhã de hoje, 12 de Setembro de 2016, desde 05h30min da manhã, os portões da portaria da Av. Antônio Carlos estavam fechados e já havia aglomeração de coletivos com bandeiras nas grades do portão. Entre elas, estava a do SINDIFES, sindicato dos técnicos administrativos que estão em greve e que apareceu como os principais dirigentes da mobilização, alguns coletivos que atuam na UFMG, além do DCE-UFMG. Houve certo grau de apoio das pessoas que chegavam à UFMG, mas houve também rechaço e muitas pessoas resolveram passar pelas outras portarias que estavam abertas ou, até mesmo, pular as cercas e abrir um buraco para conseguir entrar na UFMG. Alguns membros da gestão e estudantes da biologia estavam lá apoiando a manifestação porque nós acreditamos na luta e na radicalização para conseguir nossos direitos e, nesse momento da nossa história, barrar o governo golpista de Temer que vai, cada vez mais, atacar os nossos direitos. Mas o D.A. Bio decidiu não construir essa manifestação.

POR QUÊ?

Porque nós acreditamos na democracia... Que as mobilizações devem ser construídas e discutidas com todo o conjunto dos estudantes, técnicos-administrativos e professores da Universidade em assembleias gerais de cada setor, para que todos possam propor e votar propostas que decidam quando, onde e quais as pautas serão levantadas no ato. Nós acreditamos que discutindo com os estudantes e ganhando sua consciência para a importância do combate aos ataques à educação, podemos levar centenas e até MILHARES de estudantes pra porta da UFMG, por espontânea vontade e com um só grito construído em conjunto.

Os estudantes na UFMG queremos lutar! Isso já se mostrou no apoio em cada mobilização contra o aumento do bandejão e a mais recente demonstração da disposição de luta de toda a comunidade da UFMG, foi a mobilização unificada que ocorreu na última sexta-feira, em que estudantes, técnicos-adiministrativos e professores saíram do ICB e fecharam a Antônio Carlos arrastando cerca de 300 pessoas com gritos que unificaram as demandas dos três setores. Desde os cortes na educação, até o aumento do preço do bandejão.

Entendemos que o DCE é o centro de mobilização estudantil, por isso é de responsabilidade da entidade a construção de atividades e mobilizações de base, além da consulta aos estudantes sobre o que fazer antes de nos representarem em atos não construídos e não divulgados amplamente. Assim, exigimos que o DCE mobilize de fato o conjunto dos estudantes da UFMG, convocando assembleias gerais muito bem divulgadas para que os estudantes possamos decidir e não sermos mais surpreendidos com uma manifestação sem saber como e por que, mesmo tendo uma bandeira do DCE compondo o ato.




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