Sociedade

FEBRE AMARELA

Só em SP e MG número de mortes por Febre Amarela é o dobro do que o governo divulga

Enquanto o Ministério da Saúde divulga 20 mortes desde julho do ano passado, últimas notícias dão conta de que somente em MG e SP teriam havido 40 óbitos por Febre amarela desde dezembro, segundo o G1.

sexta-feira 19 de janeiro| Edição do dia

População faz grande fila por vacina em Valença, sul do Estado do RJ
Imagem: O Globo

A Febre amarela foi considerada erradicada nas zonas urbanas do Brasil no século passado e reeditando um surto de 2016-2017, voltou com ainda mais força em 2018. O crescimento foi exponencial dos casos de morte esse ano, desde julho do ano passado foram 20 mortes levando em conta dados divulgados pelo Ministério da Saúde no dia 16 (aqui), sendo que o boletim anterior, até 8 de janeiro dava conta de 5 mortes, ou seja o número aumentou 5 vezes segundo o governo.

Sendo que os dados do governo são eminentemente conservadores, haja vista os alarmantes números de casos com mortes no noticiário dos últimos dias. Só em MG os óbitos já teriam chegado a 19 desde dezembro segundo divulgado no G1 hoje (19/01) (aqui). No Estado de São Paulo os casos de morte chegaram a 21 desde janeiro, também segundo o G1 (aqui) em dados soltos pela secretária de Saúde de São Paulo (aqui), só nesses dois estados já dobrariam os óbitos divulgados pelo governo em números que levam em conta só até o mês de dezembro até hoje, de 20 para 40.

O descaso do governo a Febre amarela

O governo diante da febre Amarela tem a preocupação de restringir o debate a vacina, não deixando que vá além para uma discussão de fundo da real causa do problema. As pessoas que tem mais contato com a doença é porque estão em áreas de degradação ambiental e social, com pouco acesso a prevenção, como por exemplo o preço exorbitante dos repelentes, que chegam a variar até 137% e um governo que não faz questão de que a proteção chegue até a população, além de ano após ano deixa de fazer o básico, que é garantir que a a vacina esteja disponível.

A Febre amarela assim, como todas as doenças transmissíveis pelo Aedes Egyphti são epidemias que, deixa em maus lençois em piores sempre os desfavorecidos. Por morarem em área de risco são pessoas em risco que, com uma habitação precária, com contato com dejetos, e terem muitas vezes alimentação pouco nutritiva estão muito mais sujeitos aos vírus (Dengue, Chikungunya, Zika e Febre amarela) desse mosquito, e muito mais sujeitos a morte por culpa do governo, que não dá condições minimas de vida aos pobres urbanos e trabalhadores.




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