Educação

EVASÃO ESCOLAR

Só 4 em cada 10 jovens concluem o ensino médio e evasão escolar volta assombrar o país na crise

terça-feira 18 de dezembro de 2018| Edição do dia

Segundo o último levantamento do Movimento Todos Pela Educação, divulgado nesta terça-feira, 18, utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domicílio (Pnad) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo traz dados de que 1,2 milhão de jovens não concluem a educação básica, 62% (744 mil) nem frequentam mais a escola.

O Brasil avançou lentamente neste últimos sete anos, em conseguir que os jovens concluam o ensino básico. Quatro em cada dez jovens finalizam os ensino médio. Em 2012, 51% dos brasileiro com 19 anos finalizavam o ensino médio - em 2018 foram 63,5%. O avanço é insuficiente diante da uma situação tão preocupante.
O país avançou no acesso, no entanto não garante a permanência dos jovens, uma vez que não investe na qualidade do ensino e torna a escola um espaço cada vez mais obsoleto. Grande parte desses jovens que abandonam a escola vão trabalhar para ajudar na renda familiar, muitas vezes porque os pais estão desempregados por conta da crise econômica que o país está assolado. Outros não vêem sentido na escola da forma como funciona hoje.

A única saída que o governo apresenta para esta situação é a Reforma do Ensino Médio, aprovada como Medida Provisória do governo de Michel Temer. A reforma do Ensino Médio prevê que parte do ensino, seja à distância. Isso não é bem uma saída para a crise da educação, para acabar com a evasão dos jovens que saem da escola e ingressam no mercado de trabalho na idade escolar, isso é uma redução de gastos que vai levar a precariedade maior do ensino.

O Brasil precisa de investimentos reais na educação, uma escola mais dinâmica, equipada com laboratórios e tecnologia e não que tire o aluno para assistir em suas casas vídeo aulas. A escola é um espaço de socialização e aprendizagem, nada substitui a aula presencial a troca de experiências. Todos esperam mudança na educação, mas não através de uma medida provisória que de forma superestrutural impõe a toda a sociedade mudanças que nem os profissionais da educação, nem tampouco os alunos debateram e opinaram.




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