Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Sintusp em apoio à greve dos petroleiros

O Conselho Diretor de Base do SINTUSP, Sindicato dos trabalhadores da USP, lançou nota de apoio aos petroleiros em greve desde o dia 31 de janeiro.

segunda-feira 10 de fevereiro| Edição do dia

Moção de apoio à greve dos petroleiros e de repúdio às ações antissindicais da justiça e do governo

Nós, trabalhadores da USP, reunidos no Conselho Diretor de Base, nos solidarizamos à greve dos petroleiros que se iniciou dia 1 de fevereiro e já atinge a quase totalidade das unidades operacionais contra as demissões de trabalhadores efetivos e terceirizados, contra as privatizações na empresa feita pelo governo Bolsonaro e seu ministro da economia Paulo Guedes. Sua greve nacional acontece em meio ao mais explicito silêncio da mídia burguesa que tenta esconder esse desafio ao projeto privatista, mostrando o enorme consenso quando se trata de aprovar reformas contra os trabalhadores e avançar na privatização.

A greve tem como principal pauta a reversão das 1000 demissões anunciadas na Fábrica de Fertilizantes de Araucária no Paraná. Em todo o país os petroleiros tomam consciência que depois da FAFEN são milhares de outros petroleiros, próprios e terceirizados, que terão seus empregos em risco nas refinarias, terminais, plataformas e campos terrestres.

A taxa de adesão à greve é enorme. Contra essa disposição de luta, a empresa conseguiu um ponto de apoio no TST para aumentar muito as ameaças de repressão ao movimento. Junto do reacionário ministro Ives Gandra, a Petrobras tenta dizer que ela não tem nenhuma responsabilidade pelos mil empregos que pretende extinguir em Araucária e tenta ainda coibir a greve enviando cartas às residências dos grevistas, tentando impor uma absurda presença de 90% dos trabalhadores, bloqueando as contas dos sindicatos, impondo multas diárias milionárias e até mesmo autorizando contratação emergencial de fura-greve. Repudiamos esse ataque explícito, com o auxílio da justiça, ao direito de greve.

É muito importante os trabalhadores da USP apoiarem a greve dos petroleiros porque se trata de combater o desemprego, as privatizações que significam a entrega das riquezas do país ao imperialismo e são a causa do aumento do preço dos combustíveis e do gás de cozinha, reafirmando uma posição contra a dominação imperialista que Trump tenta impor à toda America Latina. Nosso apoio aos petroleiros também é uma defesa do direito de greve contra as medidas autoritárias e anti-operárias do judiciário.

Esta é a primeira greve nacional contra o governo Bolsonaro e acontece numa categoria estratégica como petroleiros. Se a greve petroleira vencer, a classe trabalhadora de todo o país sairá mais forte. A luta dos petroleiros também é nossa, por isso é fundamental cercar de solidariedade e divulgar amplamente a greve.

São Paulo, 07 de fevereiro de 2020.

Conselho Diretor de Base (CDB) do Sintusp




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