Mundo Operário

OPERAÇÃO TARTARUGA

Sindicato dos Rodoviários realiza protesto em Porto Alegre

Na manhã desta quarta (1o) o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre realizou um protesto em alguns corredores de ônibus em Porto Alegre. Embora a proposta de extinção do cargo de cobrador venha gerando revolta, trabalhadores relatam que o protesto foi uma ação decidida pela direção do sindicato, sem participação da base, com baixa adesão na categoria.

quarta-feira 1º de fevereiro de 2017| Edição do dia

Três grandes corredores de ônibus amanheceram trancados nesta quarta-feira em Porto Alegre. A data-base da categoria rodoviária é justamente o dia 1o de fevereiro, porém as negociações não vêm avançando. A proposta da patronal é um reajuste que cubra a inflação dos últimos 12 meses parcelado em 2x, sendo metade em fevereiro e metade em julho.

Ainda que o sindicato se oponha formalmente à proposta da patronal, e declare à mídia que exige um ganho real de 3,5% para a categoria, não construiu uma efetiva mobilização nas garagens para pressionar as empresas.

"Embora alguns sindicalistas tenham afirmado que iriam parar Porto Alegre para defender a continuidade da atividade dos cobradores, essa operação tartaruga teve como único intuito, forçar a Prefeitura a homologar o reajuste pretendido pelos Empresários." denunciou Ricardo Hoinacki, motorista de uma das empresas de ônibus da capital. Ele também afirmou: "A operação-tartaruga realizada na manhã de hoje, NÃO FOI DECIDIDA pela categoria, mas sim por alguns capachos da ATP e do SEOPA que atualmente ocupam o Sindicato."

O motorista ainda criticou a postura do sindicato sobre a proposta do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) de extinguir o cargo de cobrador, que ameaça uma parte da categoria de ficar sem emprego: "saliento que se o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre fosse uma Entidade Séria, colocaria SEMPRE como pauta INEGOCIÁVEL, a permanência dos cobradores."

Disponibilizamos o espaço do Esquerda Diário para todos os trabalhadores e trabalhadoras rodoviárias de Porto Alegre publicarem denúncias e relatos, sobretudo as cobradoras e cobradores, que tem seu emprego ameaçado pelo prefeito neste momento.




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