Política

ELEIÇÕES EM FORTALEZA

Sete motivos para não votar no Capitão Wagner

segunda-feira 19 de outubro| Edição do dia

Liderou os motins de policiais militares

Em 2011 e também em 2020 os motins de policiais militares trouxeram medo, prejuízos e caos a toda a população do Ceará. Policiais mascarados e armados, destruindo viaturas, tomando quartéis e exigindo o fechamento do comércio, formaram o cenário de terror desses atos.

Facções bolsonarista incitadas pelos seus dirigentes, usando táticas milicianas e de terrorismo, exigiam melhores salários e realizaram uma paralisação, em muitos casos defendida por alguns setores da esquerda como PSTU, como se os policiais fossem trabalhadores lutando contra os patrões pelos seus direitos.

Durante os motins a número de assassinatos cresceu vertiginosamente na capital cearense. Somente durante a paralisação dos amotinados, entre 18 de fevereiro e 1º de março, foram registrados pelo menos 241 assassinatos. Sobre essas mortes a imprensa burguesa tenta jogar a conta nos conflitos entre as facções pelo controle do tráfico, a questão é que muitas denúncias apontam na direção de grupos de extermínio formados por policiais da ativa e da reserva.

Além de usar métodos terroristas, esses motins tem objetivos totalmente reacionários. Não apenas exigem a melhora das condições do aparato repressor, mas também pedem a promulgação ou endurecimento de leis de segurança, e políticas autoritárias.

Além disso, esses movimentos serviram de trampolim para todo tipo de políticos reacionário. Além do capitão, o número de policiais se candidatando aumentou muito.

A exemplo de Bolsonaro o capitão construiu sua carreira agindo como uma espécie de sindicalista das forças de repressão. Através dessa base foi eleito deputado estadual por dois mandatos, depois vereador e deputado federal e agora apresenta-se como aquele que pode resolver os problemas da cidade sobretudo a violência.

Apresentou lei para anistiar os policiais que participaram dos motins}

Seguindo sua estratégia de sindicalista das forças de repressão, logo após o encerramento dos motins, apresentou um projeto de lei de anistia criminal para os policiais militares que participaram dos motins.

Na sua atuação como deputado federal nunca apresentou nenhum projeto nas áreas de educação, emprego ou renda básica para os mais vulneráveis.

Sua atuação é bem focada em manter privilégios e concessões aos seus aliados, bem ao estilo bolsonarista.

O Candidato do bolsonarismo no Ceará

O capitão de Fortaleza tentava se descolar do capitão de Brasília. Em entrevista ao Diário do Nordeste disse que não pode ser colocado como "candidato do (presidente Jair) Bolsonaro" na Capital, e que não teme que a aproximação que tem costurado com parlamentares bolsonaristas - no Ceará e nacionalmente - afaste possíveis apoios de centro na busca por alianças. Ele sustentou, ainda, que não há "cabimento" em associar sua pré-candidatura a um "radicalismo".

Porém esqueceu-se de combinar isso com Bolsonaro que no último dia 08 em sua live semanal manifestou apoio ao seu apaniguado da capital cearense.

Apoiado por Wilson Witzel

"Dize-me com quem andas que te direi quem és." Sábio ditado popular, que nos ajuda a enxergar as tendências e intenções das pessoas que nos rodeiam.

Pois bem. Um dos apoiadores do capitão Wagner é justamente o governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel, conhecido pelo seu comportamento fascista e de ataques à população das comunidades cariocas.

Só para lembrar alguns episódios que envolvem o ex governador carioca:

A) Em comício nas últimas eleições estava junto no palanque e vibrou quando Rodrigo Amorim, eleito deputado naquele ano, destruiu a placa em homenagem à Mariele Franco, vereadora assassinada em março daquele mesmo ano.

B) "A polícia vai mirar na cabecinha e… fogo."
Essas foram as palavras de Wilson Witzel apresentando sua política de segurança pública e justificando os casos de inocentes assassinados pela polícia do Rio como o caso de Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, que esperava a família chegar quando levou três tiros da PM, que diz ter confundido um guarda-chuva com um fuzil. Ou será que atiraram porque Rodrigo era negro?

Fortaleza também tem altos índices de violência policial contra jovens pobres dos bairros mais carentes. Um estudo publicado na revista Dilemas aponta para
a banalidade da violência policial contra jovens pobres, pretos e periféricos na cidade de Fortaleza.

Agora, o juiz que ascendeu ao poder com o discurso anticorrupção, está afastado por várias denúncias de desvio de verbas na compra de respiradores – sendo o RJ um dos estados com mais mortes e que chegou a ter mais de 1000 pessoas na fila por leitos.

Capitão Wagner segue a linha dos seus apoiadores. Além de ser oriundo da polícia militar racista e assassina tem alinhamento com as políticas fascistas de Bolsonaro e Witzel.

Votou contra o auxílio emergencial

Deixando claro seu alinhamento com o governo federal e sua posição de descaso em relação aos mais pobres, o capitão votou contra a prorrogação do auxílio emergencial.

Em live no seu Facebook no dia 21 de
julho se propôs a explicar a questão desse voto contra o povo, acabou falando do Fundeb, mandando abraços para apoiadores, mas desconversando com uma frase de efeito " a mamata vai acabar", não falou nada sobre o seu voto contra a prorrogação do auxílio.

Apoiou o golpe de 2016

Apesar de abertamente não ter se colocado pelo golpe de 2016, o capitão o fez nos bastidores. E não fez à toa.

Dos candidatos a prefeitos em 2016, ele seria o maior beneficiado com o impeachment. Devido a sua proximidade com Eunício Oliveira (PMDB-CE), aliado próximo de Michel Temer (PMDB-SP), poderia garantir grande força política na hora de negociar apoios de última hora entre os 18 partidos da base debandada de Roberto Cláudio, prefeito à época. Mesmo assim acabou perdendo nas eleições

Pros - partido do Capitão Wagner é alvo da operação da Polícia Federal por suspeita de usar candidata laranja

O partido de Wagner encontra-se envolvido em uma operação da PF por suspeita de usar candidatura laranja, como fachada para repasse de recursos eleitorais na eleição de 2018.
A candidata a deputada estadual, Débora Ribeiro, recebeu R$ 274 mil da verba, mas obteve apenas 47 votos.

Mesmo desconhecida e sem jamais ter disputado qualquer eleição, recebeu repasse até quatro vezes maior que o de Soldado Noélio, deputado estadual eleito pela sigla.
A campanha ainda possuía outros diversos indícios de ser de "fachada", como por exemplo o caso da gráfica que não funcionava no local informado e a contratação de 141 pessoas para trabalhar na campanha, número três vezes maior do que os votos obtidos.




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