Sete anos sem Amy Winehouse, uma das vozes mais importantes da história do jazz

A última segunda-feira foi mais um aniversário da morte da jovem cantora britânica.

terça-feira 24 de julho| Edição do dia

Este ano se completam sete anos da morte da jovem cantora britânica, Amy Winehouse. Seu segurança foi quem a encontrou morta na cama, fruto de uma embriaguez fatal em 2011.

Amy, nascida em londres em 14 de setembro de 1983, começou sua carreira musical aos 13 anos, quando foi presenteada com seu primeiro violão. Um anos mais tarde, compunha suas primeiras letras, mas ela já praticava o hábito de cantar desde pequena, quando começou a imitar seu pai, Mitchell, que costumava cantar sucessos de Frank Sinatra.

Em 2003, com apenas 20 anos, lançou seu primeiro álbum: “Frank”, que recebeu ótimas críticas e teve uma grande quantidade de vendas pelo Reino Unido. No entanto, como confessou em uma entrevista, Amy odiava seu primeiro disco a tal ponto que não conseguia escutá-lo inteiro nem sequer guardar uma cópia em casa.

Três anos mais tarde, ela lançou seu segundo e último disco, “Back to black”, com o qual a cantora bateu vários recordes. Estes 35 minutos no qual se mescla jazz, rock, ska e Rhythm & Blues renderam a Amy seis nomeações para o Grammy 2008, das quais ganhou cinco, se convertendo na grande estrela da noite.

Mas Amy não pode assistir a cerimônia e teve que se conformar com uma comunicação via satélite, já que os EUA negou o visto da cantora em um primeiro momento por “uso e abuso de narcóticos”, decisão que foi reconsiderada rapidamente, mas não o suficiente para ue o trâmite terminasse a tempo. Com 3,26 milhões de cópias, seu segundo disco bateu o recorde de mais vendido do século XXI no Reino Unido, em fevereiro de 2007, Amy ganhou o prêmio BRIT Award de melhor artista britânica.


“Tentaram me colocar na reabilitação, mas eu disse não, não, não…”

Assim começa “Rehab” (“reabilitação” em inglês), a música que Amy escolheu para falar de seu problema de vício em drogas e principalmente em álcool. compor sobre as situações de sua vida, seus amores, desamores e estado emocional era seu modus operandi. Mas com o sucesso chegou a fama, e com ela, a imprensa, disposta a chamar mais atenção à sua vida do que em sua obra artística.

Sua personalidade autodestrutiva a obrigou a se afastar em várias circunstâncias da música, afetada por problemas de saúde como os transtornos alimentares e a depressão. Em 2007 chegou inclusive a ser hospitalizada por overdose, a ponto de ter que cancelar sua turnê pelo Reino Unido e Europa. Em 2008, os jornalistas a flagraram fumando crack e por conta da publicação do vídeo teve que dar declarações à polícia pelo delito de uso de drogas. Ao longo de sua carreira, não foram poucas as vezes em que demorava para entrar no palco e quando finalmente fazia, estava bêbada, no entanto, Amy sempre se recusou a fazer um tratamento para se curar de seus vícios.

Mas os altos e baixos de sua saúde acabaram em 23 de julho de 2011, dia no qual foi encontrada morta em seu apartamento em Camdem Town pela polícia britânica. As primeiras versões sobre sua morte falaram de “síndrome de abstinência”, inclusive seu próprio pai deu uma declaração pouco depois dizendo: “Tudo que Amy fez, fez em excesso: bebeu em excesso e também se desintoxicou em excesso”. Mas em 25 de outubro daquele ano a autópsia foi publicizada: havia 416 miligramas de álcool em seu sangue, sendo que uma dose de 350 miligramas é considerada fatal para um ser humano. A mãe de Amy, Justin, depois declarou à imprensa que havia visto sua filha pela última vez no dia anterior à sua morte, quando foi até sua casa e a encontrou completamente embriagada e rodeada de garrafas vazias.

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O clube dos 27

Amy Winehouse morreu aos 27 anos de idade, entrando desta forma para o “Clube dos 27”, denominação que se usa para fazer referência a um grupo de artistas de renome internacional que morreram com a mesma idade, como Jimy Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain. Com todos eles, Amy não compartilha só a idade de seu trágico falecimento mas também um talento próprio que deixou uma marca inesquecível na história da música, foram necessários apenas 27 para que Amy se tornasse uma lenda do jazz.

Tradução: Gi Maria




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