Política

CRISE NO RIO

Servidores sem salários fazem ato no Rio contra novo atraso nos pagamentos

A manifestação foi convocada pelos sindicatos que compõem o MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado) e o SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) e protestava contra os salários não pagos. Ontem, um novo atraso ocorreu no plano de pagamento parcelado do governo, que previa que os servidores receberiam parcelas referentes aos salários de novembro.

sexta-feira 23 de dezembro de 2016| Edição do dia

Já era completamente desesperadora a situação dos servidores estaduais do Rio, com o plano que havia sido anunciado pelo governo de pagamento parcelado dos salários de novembro que previa a última parcela para o dia 20 de janeiro. Mas nem esse pagamento parcelado anunciado por Pezão foi cumprido.

O governo de Pezão coloca a culpa no arresto de suas contas feito sob comando do governo federal. O fato, contudo, é que os privilégios dos políticos e as parcelas do pagamento da dívida pública que vai pro bolso de banqueiros e especuladores continuam sendo pagos religiosamente em dia. Mas os servidores tiveram que fazer fila para receber doações para suas ceias de Natal.

Nessa sexta-feira, 23, os servidores realizaram nova manifestação contra o não pagamento de seus salários. De acordo com o anúncio feito pelo governo, as parcelas que deveriam ter sido pagas essa semana serão pagas apenas no dia 5 de janeiro, deixando milhares de trabalhadores na completa miséria no período das festas.

Exceto os políticos e magistrados, os policiais e os professores da ativa, nenhum servidor recebeu o salário de novembro, que viria já parcelado até janeiro antes do Tesouro Nacional fazer novo bloqueio das contas do estado. 23 e 29 seriam os dias que cairia um pagamento de R$ 370,00 e R$ 270,00, respectivamente, valor que sequer dá para pagar um aluguel. Pezão, depois de pagar os altos salários dos políticos da ALERJ, dos magistrados e alto escalão do governo, decidiu pagar as policias, suas fieis protetoras que garantem que a “ordem” seja respeitada sob a base de cassetetes e bombas de gás para que os políticos do estado possam aprovar seus pacotes de ataques à classe trabalhadora.

Já os professores da ativa receberam seu salário e tem a promessa de receber o 13º no dia 28 porque o governo está utilizando o dinheiro do FUNDEB para os pagamentos. Enquanto que aposentados e pensionistas da educação nada receberam, e não se sabe até quando este tapa-buraco do governo continuará existindo para os servidores da ativa. Os servidores da FAETEC, legitimamente, questionam porque também não recebem o pagamento através do mesmo fundo, que é Federal, destinado ao desenvolvimento da educação básica.

Eles marcharam do Largo do Machado até o Palácio da Guanabara. Foram mais de 600 pessoas, entre servidores e professores da UERJ, Faetec, da saúde, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, professores da rede e servidores da Justiça. Também estavam presentes setores militares, como bombeiros e policiais.

É preciso que os sindicatos cessem sua paralisia, procurando superar as meras medidas paliativas para dar uma resposta dos trabalhadores para a crise do estado que passa pela mobilização dos trabalhadores, com assembléias de base e coordenação entre as categorias, contra o plano destes políticos que vivem como marajás enquanto os trabalhadores nem sabe se terão ceia este ano.

Para derrotar a chantagem de Temer e Pezão junto com todos seus ataques é preciso lutar pelo não pagamento da Dívida Pública. Contra a reacionária Lei de Responsabilidade Fiscal que é uma verdadeira ditadura dos bancos auxiliada pelos seus representantes no Legislativo, Executivo e Judiciário, devemos lutar para impor uma constituinte livre e soberana aonde os trabalhadores é que decidam sobre o orçamento da União, estatizando os bancos para que meia dúzia de grandes banqueiros parem de controlar a economia do país, e investindo em serviços públicos de qualidade para o povo. E que aproveitemos para




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