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Servidores lutam no IAMSP: Doria não garante básico nos hospitais, garantirá nas escolas?

sexta-feira 17 de julho| Edição do dia

Trabalhadores do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo fazem mais um dia de protesto em meio a pandemia exigindo melhores condições de trabalho. Na quinta-feira iniciaram uma paralisação parcial da atividade.

Os trabalhadores exigem equipamentos de proteção individual e pagamento de insalubridade, coisas básicas no enfrentamento da pandemia. Também são contrários a terceirização, que precariza o trabalho no hospital e a vida do trabalhador.

Tudo isso acontece na semana em que São Paulo registrou um aumento significativo no número de mortes pelo novo coronavírus. Na quarta-feira, o Estado registrou o segundo maior número de notificações de mortes desde o inicio da pandemia, como noticiamos aqui.

Este não é o primeiro e único caso de hospitais no estado que vem exigindo melhores condições de trabalho. Os diversos atos que ocorreram mostram que nem em plena pandemia os reacionários que governam SP(Dória e Covas) diminuem sua sangria de acabar com o já combalidos sistema público de saúde.

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São esses mesmos que agora tensionam a volta nas escolas de todo o estado, como se tivéssemos a mínima garantia de uma volta estável. A situação dos locais que são linha de frente no combate ao coronavírus, que são os hospitais, mostram que não temos nenhuma garantia.

As escolas se tornarão fábricas de compartilhamento do vírus. E os filhos e filhas da classe trabalhadora carregarão e espalharão o vírus para suas famílias, aumentando ainda mais o número de mortos nas periferias. Porque diferentemente do que afirma o racista Dória as mortes pelo coronavírus tem cor e classe.

Enquanto isso também não existe por parte de Dória, nem de Covas, nenhum tipo de medida para as famílias que ou não tiveram o direito de quarentena, ou que estão agora voltando aos trabalhos com a reabertura, no sentido do cuidado aos seus filhos, como creches públicas. Deixam à própria sorte das famílias trabalhadoras.

É a classe trabalhadora a que mais padece pelo vírus.

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