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Servidores de Campinas entrarão em Greve dia 28, prefeito ameaça cortar salários

Os servidores exigem reajuste de 10,3%, além de 13,6% de perdas entre 2004 e 2016, e vale-alimentação de R$ 1.076,20. O prefeito afirmou que não tolerará a greve e que irá cortar os salários dos servidores.

sexta-feira 25 de agosto| Edição do dia

Servidores municipais de Campinas começarão na segunda-feira (28) uma greve, aprovada em assembleia realizada na prefeitura da cidade na noite do dia 23. A data-base da categoria é em maio, mas a prefeitura, então, pediu que as negociações fossem suspensas por 60 dias, prazo este que já “estourou”. Os servidores exigem reajuste de 10,3%, além de 13,6% de perdas entre 2004 e 2016, e vale-alimentação de R$ 1.076,20.

Entrevistado pela rádio CBN (link aqui), o prefeito Jonas Donizette (PSB) afirmou que não tolerará a greve e que irá cortar os salários dos servidores que aderirem apoiando-se em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Demagogicamente, disse ainda que, em sua opinião, “não é razoável a população desempregada, precisando de saúde, precisando da escola, da educação, o servidor cruzar os braços, entrar em greve.”

Há de se perguntar ao prefeito quem é que realmente defende o direito da população à saúde e educação: a prefeitura, que cumpre religiosamente a reacionária Lei de Responsabilidade Fiscal, através da qual os capitalistas apropriam-se de boa parte do orçamento público que deveria ser investida nesses direitos? Ou os trabalhadores que são, eles próprios seus filhos, suas famílias, os que precisam dos serviços públicos e sofrem com a sua precariedade, que é proposital?

Jonas também tentou chantagear os trabalhadores, alegando ter aumentado o investimento em saúde, e ameaçou, “eu estou avisando antes pra não dizer que, depois, nós não falamos sobre isso.” A entrevista do prefeito causou revolta entre vereadores de Campinas, assim como do sindicato, filiado a CTB. Segundo Claudinor Barbiero, professor de direito da universidade Mackenzie também entrevistado (link aqui) pela rádio, o corte do salário dos servidores em greve depende da justiça, sendo a prefeitura, juridicamente, análoga à patronal em relação a lei que regulamenta a greve de trabalhadores do setor privado.

Fonte da Foto: G1




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