Política

LAVA JATO

Sergio Moro condenou Gim Argello a 19 anos de prisão

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quinta-feira 13 de outubro| Edição do dia

O ex-Senador foi preso em abril na Operação Vitória de Pirro, desdobramento da Lava Jato. De acordo com a investigação, em 2014, o então senador integrava as duas CPIs da Petrobrás e teria cobrado R$ 5 milhões de cada empreiteira do cartel da estatal para barrar a convocação de seus executivos.

A investigação mostrou que Argello recebeu 7,35 milhões da UTC Engenharia, da Toyo Setal e da OAS em 2014. De acordo com a força - tarefa, repasse de propinas foi feito via doações eleitorais: R$ 5 milhões da UTC Engenharia, R$ 2 milhões da Toyo Setal e R$ 350 mil da OAS, montante destinado à Paróquia São Pedro, em Taguatinga. Na mesma sentença, o juiz da Lava Jato impôs ao empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, 8 anos e 2 meses de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Outro empreiteiro, Ricardo Pessoa, da UTC, pegou 10 anos e seis meses de prisão pelos os mesmos crimes.

O empresário Walmir Pinheiro Santana, ligado á UTC foi condenado a 9 anos, 8 meses e 20 dias de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e obstrução á investigação de organização criminosa. Ricardo Pessoa e Walmir Santana são delatores da Lava Jato e vão cumprir penas estabelecidas em seus acordos de delação premiada. Léo Pinheiro tentou fechar acordo de cooperação com a PGR, mas as negociações fracassaram após vazamento de informações. Ele foi preso pela segunda vez na Lava Jato em setembro deste ano.

De um lado, o caso do ex-Senador Gim Argello mostra como que os políticos da ordem fazem mil esforços para salvar as empresas que financiaram a sua campanha. De outro lado, mostra como estas negociatas entre as principais empresas nacionais com os políticos da ordem que ocorreram no ex-governo de Dilma e Lula atrapalharam o objetivo do imperialismo que é ganhar mais espaço no ’’mercado’’ brasileiro

Para que a operação Lava Jato consiga fazer com o imperialismo ganhe mais terreno no ’’mercado’’ brasileiro, a turma do Sergio Moro tem que eliminar todas as barreiras que impedem que isso aconteça. As negociatas espúrias feitas por Gim Argello com as empresas nacional atrapalharam a Lava Jato de cumprir o seu objetivo, agora ele paga o preço caro por ter feito este tipo de prática.

Conforme já falamos anteriormente, a corrupção não vai ser combatida por alguns juizes que possuem inúmeros privilégios e que são atrelados com as grandes empresas e políticos. A Lava Jato visa trocar um esquema de corrupção, por outro. Para combatermos a corrupção é preciso questionar o sistema como todo e a unica maneira de iniciarmos este questionamento é através da Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




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