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CORRUPÇÃO RJ

Sérgio Cabral é investigado por desvio milionário no setor de Saúde

sexta-feira 13 de outubro| Edição do dia

Outra denúncia contra o ex-governador do RJ, Sérgio Cabral, liga um decreto editado pelo peemedebista durante sua gestão de 2007. A modificação do decreto, segundo o Ministério Público Federal, abriu caminho para fraudes milionárias no setor de saúde no Rio, através da autorização de contratação emergencial de serviços com dispensa de licitação.

A acusação afirma que Sérgio Cabral recebeu em 2013 o valor de 10.474.460,00 dólares do empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”. Arthur Soares é dono do grupo Facility, que vende serviços terceirizados e seu patrimônio cresceu de 16 milhões de reais em 2006, antes da gestão de Cabral, para 156 milhões de reais em 2007 quando Cabral assume.

Um dos envolvidos teria sido o ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, que levou R$148 mil de propina em equipamentos de segurança e serviços de contrainteligência. O esquema foi instalado através do decreto n.º 40.496, onde Sérgio Cabral havia declarado situação de emergência nos serviços de saúde do Estado, quando na realidade abria condições para que empresas pudessem ser contratadas sem necessidade de licitação, criando uma situação ideal para que as negociações fossem feitas a partir da propina que as empresas estivessem dispostas a pagar.

Sérgio Cabral justifica a mudança no decreto a partir da situação da saúde do RJ, considerando a debilidade da rede de saúde em prestar atenção de qualidade aos cariocas. Apoiando-se na necessidade imediata que esta questão fosse resolvida e na Lei de Licitações, que justifica a dispensa de licitação em casos de calamidade pública, Cabral faz contratos de altíssimos valores com empresas e recebe propina das mesmas.

Cabral já havia se envolvido em outros esquemas de corrupção, que levou a sua condenação por 14 anos e 2 meses de prisão. Durante seus dois mandatos como governador do Rio, Cabral se envolveu em escândalos bilionários de lavagem de dinheiro e corrupção, favorecendo seus aliados das grandes empresas privadas e aliados políticos da sua gestão.




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