CORRUPÇÃO RJ

Sergio Cabral é condenado a 14 anos e dois meses de prisão

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos e dois meses de prisão. Cabral está envolvido com esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, tendo recebido cerca R$2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez durantes os seus anos de gestão.

terça-feira 13 de junho| Edição do dia

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos e dois meses de prisão. Cabral está envolvido com esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, tendo recebido cerca R$2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez durantes os seus anos de gestão.

Cabral foi preso preventivamente no final do ano passado, acusado de chefiar uma organização criminosa que recebeu propina de empresários durante os seus dois mandatos no governo do Estado do Rio entre 2007 e 2014. As empresas que seriam favorecidas pelos contratos foram a Andrade Gutiérrez e Carioca Engenharia, além de políticos envolvidos no esquema.

Também foram condenados por corrupção e lavagem de dinheiro o ex-secretário do governo Wilson Carlos Cordeiros da Silva Carvalho e Carlos Miranda, com 10 anos e 8 meses e 10 anos, respectivamente. Sérgio Cabral e Carlos Miranda estão presos no Rio e, Wilson Carlos no Paraná.

Sérgio Moro decretou o confisco de valores equivalentes a R$6.662.150,00, equivalente a correção pelo IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços do Mercado) do valor de R$2,7 milhões, desde outubro de 2008 e acrescidos de 0,5% de juros simples ao mês, sobre o patrimônio dos três condenados.

Cabral ficará em regime fechado durante o início da pena. Mas diferente da realidade da maioria da população carcerária do Brasil, foram divulgadas as diversas regalias que o ex-governador e sua esposa tiveram dentro do presídio Bangu 8,com colchões novos, ventiladores, comidas de restaurantes externos, acesso a internet, entre outros.

Como denunciou Carolina Cacau, já no ato da prisão preventiva, a Lava Jato não reparará o legado de Cabral no Rio: Os juízes da Lava-Jato, embandeirados de “paladinos da justiça”, iniciaram uma investigação acerca daquilo que todo morador do estado do Rio já sabia. O superfaturamento de grandes obras, muitas ligadas a um projeto de cidade dos “Megaeventos” e de um estado “modernizado” pelo PAC, foi uma das marcas profundas dos 8 anos de gestão Cabral (com Paes na Prefeitura), e transformou investimentos em fonte de lucro de empreiteiras. Desde o favorecimento de empresas privadas na gestão de serviços públicos, até as Megaobras.




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