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REFORMA POLÍTICA

Senadores aprovam fundo bilionário para financiar campanhas em proveito próprio

terça-feira 26 de setembro| Edição do dia

O texto base da reforma política foi aprovado hoje (26) à noite no Senado, e junto com ele, o fundo eleitoral de no mínimo R$ 1,7 bilhões já está aprovado. Os senadores neste momento ainda discutem as emendas desta reforma que foi criada para tirar os trabalhadores e a esquerda das eleições.

Com o texto base, o Fundo que era de R$ 3,6 bilhões para financiar os principais partidos corruptos citados em inúmeros esquemas de corrupção, foi reduzido no texto base para o valor (ainda bilionário) de R$ 1,7 bilhões. A mudança do valor acompanho a mudança do relator, antes era Romero Jucá (PMDB), agora é Armando Monteiro (PTB-PE), que manteve a maior parte do antigo relatório encaminhado pela Câmara de Deputados.

Monteiro incluiu no relatório que o fundo seria abastecido com 30% do valor das emendas parlamentares, que para o ano que vem consta que serão R$ 4,4 bilhões. Além disso, há também a proposta de se retirar o horário eleitoral gratuito, e incluir no fundo os valores das renúncias fiscais cedidas aos monopólios televisivos.

Desta forma, a eleição fica cada vez mais restritiva aos que tem boas relações com os empresários de televisão, assim como a divisão dos valores do fundo é monopólio de alguns grandes partidos fisiológicos. E, principalmente, os partidos de fora, em especial a esquerda e os trabalhadores que não são bancados pelos capitalistas, são barrados pela autoritária cláusula de barreira.

Enquanto isso, com "fundo público", os partidos capitalistas pretendem seguir sendo financiados por grandes empresários como os da JBS, Odebrecht e outros, coms seus financiamentos ilícitos, Caixa 2, tudo liberado pelo juiz faz vista grossa e os deputados que arquivam as denúncias contra si mesmos.




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