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Senador cassado, Demóstenes Torres, já recebeu R$2,6 milhões sem trabalhar

sexta-feira 23 de junho| Edição do dia

Afastado de suas atividades desde 2012, o ex senador Demóstenes Torres (GO) já recebeu uma média de R$45 mil por mês, segundo o site Congresso em Foco, sem trabalhar, totalizando R$2,6 milhões, esse valor considerando o salário de procurador mais os benefícios (gratificações natalinas e férias). Demóstenes foi cassado em 2012 por envolvimento em atividades com Carlos Augusto Ramo, o Carlinhos Cachoeira, mas Torres permaneceu recebendo salários do Ministério Público.

Inelegível até 2027, Demóstenes vai pedir que o Senado anule sua cassação para que em 2018 possa se candidatar. Ainda sem estar oficialmente ligada à alguma legenda, após seus colegas de partido terem exigido sua saída do DEM na época de sua cassação, Demóstenes teria recebido o convite para integrar o PMN, PHS e o PSL. Porém, ao que tudo indica, o ex senador optará por um partido da base aliada do governador Marconi Perillo (PSDB), com quem possuí boas relações.

Demóstenes antes do escândalo no qual se envolveu, seu envolvimento com Carlinhos Cachoeira, o ex senador era um importante nome do Senado, conhecido como “defensor da ética na política”, mas conforme os avanços das investigações comprovavam sua relação com o bicheiro, viu seus aliados desaparecerem. Cassado, acusado de mentir, receber vantagens e disponibilizar seu mandato em favor de Cachoeira, Demóstenes suplicou perante o plenário, mas não foi o suficiente.

Na época do ocorrido, foi aberto uma CPI no Congresso que também rendeu denúncias à outros políticos, entre eles o governador Marconi Perillo e Agnelo Queirzo (PT). Contudo, mesmo cassado, Demóstenes, continua usufruindo seus privilégios, como a manutenção de seu alto salário, e mais recentemente conseguiu a anulação das gravações que comprovavam sua relação com Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes já foi bastante protegido, quando em 2016 o STF proibiu escutas telefônicas usadas contra o Senador.




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