Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Senado decide votar reforma da previdência em tempo recorde para acabar com sua aposentadoria

Senadores mostram nível de agilidade recorde para fazer com que os trabalhadores, juventude e o povo pobre trabalhe até morrer. Bolsonaro pressiona para que votação seja feita dia 2 de outubro.

terça-feira 13 de agosto| Edição do dia

Líderes do Senado costuraram um acordo que pretende concluir a votação da reforma da Previdência dia 2 de outubro, sendo o primeiro turno da votação no dia 18 de setembro e segundo no dia 2 de outubro. O calendário foi definido em reunião nesta terça-feira, 13. A agilidade na qual o Senado “trabalha” demonstra uma sintonia por um lado, mas que por outro ainda é precária e com diferenças com Jair Bolsonaro.

Ansioso para que os trabalhadores percam logo seu direito à aposentadoria, o reacionário presidente defendeu nesta quarta-feira, 7, que o Senado vote o texto da reforma da Previdência que for aprovado pelos deputados federais sem alterações, para assim evitar que a proposta volte à Câmara dos Deputados.

De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), os senadores querem postergar a reforma da Previdência para 8 e 10 de outubro. Os pontos incluídos por senadores serão convertidos em uma proposta paralela que voltará para a Câmara dos Deputados.

Enquanto isso eles avançam a passos largos para fazer com que os trabalhadores e a juventude trabalhem até morrer, as centrais sindicais, como a CUT, dirigida pelo PT, e a CTB, dirigida pelo PCdoB, seguem com uma estratégia de negociação e conciliação com os mentores deste brutal ataque.

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Hoje, 13, que poderia ser um forte dia de lutas contra os ataques à educação ligados ao combate à reforma da previdência, não foi construído efetivamente em nenhum local de trabalho ou estudo pelas direções nos sindicatos e entidades estudantis.

Um dos temas que podem ser colocados no texto paralelo é a inclusão de Estados e municípios nas mudanças da Previdência.

O acordo no calendário envolveu a votação de propostas do chamado pacto federativo, que envolve a distribuição de recursos para estados e municípios.

Enquanto isso, no âmbito político, governadores PT e do PCdoB do nordeste, além de agentes dos ataques ao funcionalismo público, aceitaram apoiar a reforma da previdência de Maia, Guedes e Bolsonaro nos estados e municípios em troca de migalhas da privatização do Pré-sal, para que a partir disso, possam seguir com demagogias eleitoreiras enquanto o povo trabalha até morrer.

Os trabalhadores e a juventude precisam enfrentar o cruel plano de ajustes de Bolsonaro, Guedes, Moro, Maia e todos os empresários e capitalistas sedentos de lucro. Para isso, teremos que lidar com o freio que impõe as centrais sindicais e entidades estudantis, dirigidas pelo PT e PCdoB, que impedem a realização de um verdadeiro plano de luta pra enfrentar todo o avanço do autoritarismo judiciário, os ataques na educação e a reforma da previdência que avanço para o Senado.

É preciso tirar lições e se enfrentar aos limites postos pelo PT, PCdoB e seus sindicatos bem como entidades estudantis como a UNE. É necessária uma unidade que possa colocar de pé um verdadeiro polo antiburocrático, que com a força dos trabalhadores e da juventude nos locais de trabalho e estudo imponha que estas entidades se movimentem em defesa dos nossos direitos.

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Neste sentido, precisamos nos apoiar nos argentinos que mostraram seu rechaço ao governo de Macri, aliado de Bolsonaro na América Latina, e para além disso, no exemplo dado pela Frente de Esquerda dos Trabalhadores, que se colocou como a quarta força nacional, em uma campanha construída ofensivamente por jovens e trabalhadores precarizados, fartos dos ajustes e reformas neoliberais, do aprofundamento da exploração e miséria capitalista. Por isso, nós do MRT, com a Juventude Faísca à frente, levantaremos um programa pra que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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