Política

BASE DE ALCÂNTARA

Senado aprova entrega da Base de Alcântara aos EUA em mais uma prova de entreguismo desenfreado

Entrega da Base de Alcântara localizada no Maranhão avança para se consolidada, após acordo firmado entre Trump e Bolsonaro em março, escancarando o entreguismo desenfreado deste governo que avança com privatizações, ajustes e reformas para fazer os trabalhadores pagarem pela crise.

terça-feira 12 de novembro de 2019| Edição do dia

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou, nesta terça-feira, 12, o acordo entre o Brasil e os Estados Unidos que permitirá aos norte-americanos fazer o lançamento de satélites e foguetes da base de Alcântara, no Maranhão. O texto agora vai ao plenário da Casa.

A negociação há quase 20 anos um acordo de salvaguardas tecnológicas, que permite o uso comercial do local. Em 2000, o Congresso rejeitou a proposta que estava sendo costurada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sob a justificativa que ele feria a soberania nacional.

O projeto de decreto legislativo que dá aval ao texto do acordo entre os dois países foi aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro. O acordo assegura a proteção de tecnologias utilizadas pelos EUA e viabiliza o uso comercial do Centro Espacial de Alcântara.

Saiba mais: Bolsonaro escancara submissão ao imperialismo e entrega base de Alcântara aos EUA

A negociação foi formalmente assinada entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março. Conhecida como a "janela brasileira para o espaço", a base localizada no Maranhão é atrativa porque fica próxima à linha do Equador e, de acordo com estimativas de técnicos, os lançamentos consomem, em média, 30% a menos de combustível em comparação ao território norte-americano.

Está negociação, finalizada agora, mas que se arrasta há décadas, escancara as portas para uma série de “parcerias” empresariais no setor, segundo aponta o próprio texto votado, que ampliarão os projetos brutais de privatizações e terceirizações, que fazem decolar as demissões e a precarização dos postos de trabalho, acentuando ainda mais o que já foi iniciado desde o golpismo e a reforma trabalhista.

A submissão ao imperialismo norte-americano se torna cada vez mais profunda no governo Bolsonaro, que avança para reprimarizar a economia brasileira, entregando estatais e fortalecendo o agronegócio, ao mesmo tempo que destrói universidades com projetos como "Future-se", levando a cabo o "projeto chileno" no Brasil, cujo fracasso vem sendo denunciado nas ruas pela população chilena.

É preciso enfrentar estes ataques colocados por Bolsonaro e pelo Congresso, e para isso é preciso se inspirar nos chilenos e colocar a força dos trabalhadores e da juventude nas ruas.

Com informações de Agência Estado




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