Sem vice, Bolsonaro tenta conseguir ajuda de empresários e do imperialismo americano

quinta-feira 19 de julho| Edição do dia

Em menos de 24 horas, Bolsonaro, que filiou-se ao PSL há poucos meses e causou debandada de afiliados, teve recusas de PR e até mesmo do pequeno PRP, que negaram atrelar suas legendas ao líder absoluto nas pesquisas eleitorais, sem Lula, que sem provas concretas, cumpre pena em Curitiba há cerca de 90 dias, Bolsonaro vem sendo tratado peça "garantida" em segundo turno, porém levou dois nãos inesperados por ele e PSL, o que poderá ter peso negativo no eleitorado, na medida que se aproximam as eleições neste ano.

O PR que obtém 45 segundos em horário eleitoral de rádio e TV e que na última terça-feira barrou as negociações, era peça chave para o PSL, pois tem estrutura, tempo em horários gratuitos na rádio e TV e o senador Magno Alves-ES, que certamente teria muito mais visão e votos entre o eleitorado evangélico, porém segundo pessoas ligadas ao PR, Bolsonaro teria vetado a co-ligação no RJ exigido que abandonasse os apoios ao PT, tanto na BA, quanto em MG. O partido mostra também ao povo a sua real intenção, coligar-se com quem der mais e eleger político ao lado de quem for, prática muito comum de todos partidos e a cada eleição se agrava e escancara as intenções dos políticos e dos partidos burgueses.

E ontem, menos de 24 horas da recusa do PR, foi a vez do PRP negar aliança com Bolsonaro e acabar com o sonho de aumentar seu tempo de horários em rádios e TVs, desta vez a figura política seria o general Augusto Heleno, ex-comandante das Forças Armadas brasileiras no Haiti, impedido pelo partido que era filiado. O mesmo general Heleno se desfiliou após a recusa do partido e em entrevista à uma rádio de SP, afirmou não ter se desligado para ser o vice, mas sim porque não se vê mais na condição de filiado e não se vê como vice presidente, o que não deverá mesmo acontecer, pois não há mais tempo legal para filiar-se a outra legenda, o que também não seria mais vantajoso para Bolsonaro e seu PSL, pois não aumentaria seus míseros 8 segundos e era essa a intenção que fracassou.

Além do aumento de tempo em rádios e TVs, o PSL também contava com o aumento do fundo partidário, ampliando o número de deputados na Câmara Federal. Ficou muito claro na recusa do PR, que se fizesse fazer valer as exigências de Bolsonaro de não mais apoiar o PT em MG e BA, perderia este nicho que é o fundo partidário e a aliança negada no RJ, também afetaria, pois os votos de Bolsonaro no seu estado, com Crivella na prefeitura e como e provável apoiador, não auxiliariam em nada o PR.

E não que o PRP não pensasse nisso, pois a aliança também teria prejuízos ao partido, pois suas alianças em outros estados seriam colocados em xeque, mostrando claramente que não é ideológica a negação, e sim pelo interesse na cláusula de barreiras (número mínimo de votos que um partido deve alcançar para obter os recursos deste fundo partidário e o aumento de tempo em rádios e TVs), ou seja, os interesses de barganhas e pechinchas por mais tempo de propagandas desses partidos e políticos para conseguir chegar a mais eleitores.

Ao passo que Bolsonaro recebe negativas de vices de todos os lados, o candidato do reacionarismo não deixa de buscar o apoio de industriais, como os golpistas da CNI e receber a benção do imperialismo ianque emreuniões secretas com o vice de Trump. O capitão reformado já arrancou aplausos em evento da CNI e mostrou ser uma candidato "punhos de aço" contra os trabalhadores e o povo pobre, um programa que Bolsonaro carregará seja com que vice for.




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